05/11/2013 22:10

'Sem boa eficiência, perde o cargo'

Prefeito conta com ponto eletrônico para resolver polêmica da carga horária de trabalho dos médicos


Ponto eletrônico no setor de saúde pretende 'moralizar' horários / Paulo Macarini/Ag. Bom Dia


Por: Gabriel Duarte
GabrielDl@bomdiabauru.com.br

Após o assunto repercutir na última sessão da Câmara dos vereadores, o prefeito Rodrigo Agostinho afirma encarar com “tranquilidade” o bate-boca sobre a carga horária dos médicos. 

“Toda essa discussão só existe porque implementamos o ponto eletrônico”, afirmou. 

Antes deste sistema, que marca a entrada e a saída de cada profissional de saúde por meio da digital, o controle era feito pelo antigo sistema de 'bater ponto'. 

“Todas as UPAs já estão implementando este sistema, assim como a rede básica de saúde municipal”, afirmou Agostinho. Ainda segundo o prefeito, a intenção é de que até o fim do ano todos os servidores municipais, cerca de seis mil, estejam utilizando o sistema. O investimento para implementação do ponto eletrônico é de R$ 433.500.  

Sobre a polêmica da carga horária dos médicos, alguns profissionais estariam trabalhando menos do que o contrato estipula, o prefeito conta que o sistema de registro digital pode ser um  'aliado'. Através dele, a prefeitura terá o controle exato de quantas horas cada médico está trabalhando. “Não vou dizer que não há margem para fraudes, mas o que acontece é que elas são mais reduzidas”. 

O prefeito informou que se for constatada má conduta haverá exonerações. “Aquele que não estiver sendo eficiente, ou que for constatada a fraude, perde o cargo”, disse. 

Ele ainda informou que horas trabalhadas a menos, ou faltas sem justificativas, também representarão descontos na folha de pagamento, assim como para todos os servidores. “Independentemente da reação dos médicos, a prefeitura irá moralizar o horário”, afirmou. 

Na sessão de segunda-feira, vereadores chegaram a dizer que a área se tornou um “campo de guerra” por conta de interesses de diversas categorias.   

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Depois da polêmica nacional sobre os médicos recrutados fora da Brasil. Bauru, que também se credenciou para receber estes profissionais, aguarda a chegada de 12 médicos. O prefeito Rodrigo Agostinho informou que estes profissionais ainda não chegaram à cidade pelo cronograma do programa. Recebem prioridade áreas sem nenhum médico.

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