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Banco Central confirma aumento da Selic para 13,75%; veja como foi a variação da taxa nos últimos anos

Um dos motivos da alta é tentar conter a inflação no país

São José dos Campos-SP, 3 de agosto de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – O Banco Central, através do Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou nesta quarta-feira (3) o aumento da taxa anual de juros, a Selic, de 13,25% para 13,75%. O documento foi divulgado no final da tarde.

Desta maneira, o índice se iguala a 30 de novembro de 2016. Na oportunidade, o Banco Central definiu o valor ainda durante o governo de Michel Temer (MDB), quando o Brasil vivia outra crise econômica e inflação alta.

Contudo, o valor ainda é abaixo de outros índices históricos, como no dia 5 de março de 1999, quando chegou a 45%. Ainda assim, naquela época a taxa de inflação era menor que hoje. E o Diariosp vai falar um pouco mais sobre o assunto.

Selic é ferramenta para tentar combater a inflação

Em 2021, o Brasil fechou o ano com a inflação acima de dois dígitos. No acumulado de 12 meses, também chegou a isso. Desta maneira, o Banco Central apostou no aumento da taxa de juros para frear o consumo e tentar fazer os preços baixarem.

No entanto, para quem vai comprar um produto financiado, pagará parcelas mais caras. Assim, o setor imobiliário e de carros são dois dos mais impactados. Isso porque os juros das prestações usam a Selic como uma das bases.

Então, com os produtos mais caros, o consumidor fica mais inibido a fazer compras a longo prazo. Normalmente, em tempos de crise, é um recurso que o sistema financeiro usa, embora criticado por muitos grupos.

Banco Central confirma aumento da Selic para 13,75%; veja como foi a variação da taxa nos últimos anos. Foto: Canva
Banco Central confirma aumento da Selic para 13,75%; veja como foi a variação da taxa nos últimos anos. Foto: Canva

Variação da taxa de juros no Brasil

Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a partir de janeiro de 2019, a taxa básica de juros começou em 6,50% e ficou assim por alguns meses. Contudo, no final daquele ano, chegou a 4,50%, pouco antes da pandemia da Covid-19.

Assim, durante a maior crise sanitária da história moderna, o governo brasileiro também reduziu as taxas de juros a níveis entre os mais baixos desde o início da série. Então, em 5 de agosto de 2020, o Copom definiu a taxa de juros em 2%. Isso prevaleceu até março de 2021, quando aumentou para 2,75%. Ainda assim, continuou em um patamar baixo e alimentou principalmente o mercado da construção civil.

Isso porque o impacto em financiamentos de longo prazo é maior e as prestações dos imóveis comprados via crédito imobiliário ficaram mais acessíveis. Porém, ainda durante 2021, com a crise econômica, a Selic voltou subir e fechou o ano em 9,25%. Foram aumentos seguidos a cada reunião do Copom.

Por fim, em fevereiro deste ano, passou dos dois dígitos e chegou a 10,25%, em uma tendência de alta. Assim, a Selic chegou aos 13,75% após a reunião do Copom desta quarta-feira, em Brasília, com tendência de estabilidade até o final deste ano, de acordo com especialistas no assunto.

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