São Paulo, 21 de fevereiro de 2025 — A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já ultrapassa dois meses, está impactando diretamente o setor de transportes e causando prejuízos milionários. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) divulgou uma nota oficial expressando preocupação com os atrasos na liberação de cargas e os danos econômicos gerados pela paralisação.
Impactos da Greve no Transporte de Cargas
Desde novembro de 2024, os auditores fiscais da Receita Federal adotaram uma operação-padrão, reduzindo significativamente o ritmo das fiscalizações e dos despachos aduaneiros. Como resultado, o prazo para liberação de cargas, que antes era de um dia, agora pode chegar a três semanas. Esse atraso está afetando:
- Empresas de transporte rodoviário, que enfrentam longas filas em portos e aeroportos;
- Importadores e exportadores, que acumulam prejuízos devido à demora na liberação de mercadorias;
- Pequenas e médias transportadoras, que sofrem com o aumento dos custos operacionais e a redução na previsibilidade das entregas.
Segundo estimativas, a arrecadação tributária já sofreu um impacto superior a R$ 15 milhões desde o início da greve, ampliando as preocupações do setor produtivo.
Culpa do Governo? Auditores Responsabilizam Fernando Haddad
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) apontou que a greve é resultado da falta de diálogo por parte do Ministério da Fazenda. Segundo a entidade, o ministro Fernando Haddad negligenciou as demandas dos auditores, agravando a insatisfação da categoria.
Essa é a segunda greve dos auditores fiscais em menos de um ano, evidenciando um problema estrutural na gestão da Receita Federal. O impasse continua sem previsão de solução, enquanto o setor de transportes e a economia sofrem as consequências diretas da paralisação.
O Que Diz o SETCESP?
O SETCESP reforça a necessidade de uma solução rápida para evitar mais danos ao transporte rodoviário de cargas. A entidade acompanha de perto as negociações e coloca à disposição dos associados sua Consultoria Jurídica para esclarecimentos sobre o impacto da greve.
Opinião do Jornalista
Se tem algo que brasileiro não aguenta mais, é greve prejudicando a economia. E nessa briga entre governo e auditores, quem paga a conta é o empresariado e os caminhoneiros. O SETCESP está certo em cobrar uma solução rápida, mas a pergunta que fica é: até quando o governo vai empurrar esse problema com a barriga? O tempo está passando e a conta está ficando cara para todo mundo.
Jornalista Boris Mendes

