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Dois jovens mortos em Nova Mutum/MT — execuções com bilhetes e amarras revelam padrão de facção criminosa em região agrícola do estado

Dabliu Mendes
NotíciasColunista
30 mar 2026 · 10h07Atualizado 1 dia
12 18 3 min
Dois jovens mortos em Nova Mutum/MT — execuções com bilhetes e amarras revelam padrão de facção criminosa em região agrícola do estado

19 anos contra 26 anos. Duas idades. Duas execuções. Mesmo padrão: Nova Mutum virou palco de crimes que misturam bilhetes de facção e amarras nos corpos.

Acabou.

O jovem Gustavo Guido Pires do Nascimento, de 19 anos, foi encontrado morto no domingo (29) em um milharal próximo à MT-249. Como apurou Paulo Eduardo, do Power Mix, o corpo estava com as mãos amarradas — sinal claro de execução.

Mas tem mais. Meses antes, outro jovem — Laércio Aquino Pereira da Silva, de 26 anos — foi executado na mesma cidade. Segundo reportagem do MidiaNews, ele recebeu quatro tiros na cabeça e foi encontrado com um bilhete: “Eu sou moleque”.

No papel, símbolo de facção criminosa.

As amarras que conectam os casos

Dois jovens. Dois métodos. Uma cidade só: Nova Mutum, a 264 km de Cuiabá.

O padrão se repete — e isso não é coincidência. Alexandra Lopes, do Folhamax, revelou ainda um terceiro caso: uma ossada encontrada com os pés amarrados às margens da MT-249. O delegado Rodrigo Rufato confirmou que se trata de “execução”.

E aí? Três execuções na mesma região, com o mesmo padrão de amarras, é coincidência?

A investigação da Polícia Civil de Nova Mutum trata os casos como obras de facção criminosa. Os bilhetes deixados nos corpos — quando há — servem de “cartão de visitas” do grupo. As amarras nas mãos ou pés indicam tortura antes da morte.

O que a polícia não está dizendo?

As fontes oficiais falam em “investigação em andamento”. Falam em “apurar circunstâncias”. Mas não explicam o óbvio: por que Nova Mutum virou rota de execuções?

A cidade fica no coração do agronegócio de Mato Grosso — região de muito dinheiro e pouco policiamento ostensivo. Perfeita para quem quer mandar recados sem testemunhas.

Segundo a Gazeta Digital, o jovem de 26 anos “já tinha passagens criminais”. Mas e o Gustavo, de 19 anos? Qual o crime dele além de estar no lugar errado?

A Polícia Civil não respondeu. Não disse se os casos estão conectados. Não explicou se há investigação conjunta. Silêncio que — em casos de facção — geralmente significa: tem coisa maior por trás.

Na avaliação do Diário SP, três execuções com padrão similar em poucos meses indicam que Nova Mutum virou território de disputa. A questão é: disputa de quê? E quantos jovens mais vão morrer até a polícia descobrir?

Fontes

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada há 1 dias, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, acesse sua página de artigos.

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