economia

Juros de 435% ao ano: R$ 1 mil no rotativo vira R$ 5 mil

Risco de endividamento é grande e, por isso, consumidor deve evitar esse recurso

Marcos Eduardo Carvalho
economiaColunista
30 mar 2026 · 16h26Atualizado 1 dia
31 12 4 min
Juros de 435% ao ano: R$ 1 mil no rotativo vira R$ 5 mil

⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

São José dos Campos (SP), segunda-feira, 30 de março de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Os juros do chamado rotativo do cartão de crédito atingiram a marca de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo o BC (Banco Central). Na prática, esse número significa um impacto de peso no orçamento familiar, especialmente de quem não consegue pagar a fatura dentro do prazo.

Na prática, chamado rotativo é quando o consumidor não consegue pagar toda a fatura naquele determinado mês. Assim, para o mês seguinte, esse valor se torna ainda mais caro.

Aqui, um exemplo: uma pessoa que deixou R$ 1.000 no rotativo em 12 meses, irá pagar no final cerca de R$ 5.339. Isso porque, somado aos juros compostos, o valor final fica mais de cinco vezes maior. Então, dos R$ 1.000 iniciais, terá pago R$ 4.339 apenas de juros.

Se pagar em dia, não tem juro do rotativo

Juros de 435% ao ano: R$ 1 mil no rotativo vira R$ 5 mil. Imagem: Marcello Casal JR/Agência Brasil

No entanto, se o cliente que tem um cartão de crédito pagar a fatura em dia, não terá nenhum tipo de juros. Desta maneira, continuará com viabilidade financeira e sem tem que pagar a mais por isso.

Para compreender como funciona o rotativo: a taxa de 435,9% ao ano precisa ser convertida para mensal, porque incide mês a mês.

A fórmula de conversão é:  taxa mensal = (1 + 4,359)^(1/12) − 1

Isso dá aproximadamente 15,16% ao mês. Aplicando juros compostos por 12 meses sobre R$ 1.000:

O que isso significa:

SituaçãoValorDívida inicialR$ 1.000Após 12 meses no rotativo~R$ 5.359Juros pagos~R$ 4.359

Na prática real, após 30 dias no rotativo o banco é obrigado por lei a parcelar a dívida — então ninguém fica 12 meses corridos puro. O que acontece é que muita gente volta ao repetidamente, o que tem efeito parecido e faz com que a dívida aumente, formando a chamada ‘bola de neve’, o que também compromete a saúde financeira das famílias.

Endividamento aumenta, diz BC

Nos últimos 12 meses, a taxa de inadimplência no cartão de crédito, indo para o rotativo, aumentou quando se passa de 90 dias. No período, o índice subiu de 0,2% para 1%, considerando aqueles clientes que entraram ou continuaram nesta modalidade de juros.

Além disso, segundo o Banco Central, o endividamento das famílias ficou na casa dos 49,7% em janeiro. Mas, se excluir o financiamento imobiliário, isso ficou em 31,3% em janeiro de 2026.

O que fazer para sair das dívidas

Segundo especialistas em finanças pessoais, o ideal é evitar o usar o cartão de crédito quando não se tem o valor para pagar à vista. No entanto, quando acontecer de entrar no rotativo, uma alternativa é apostar no empréstimo consignado.

Isso porque poderá quitar a dívida no cartão de crédito e pagar uma parcela com juros menores. Por exemplo, a Caixa Econômica Federal oferece crédito consignado de 1,6% ao mês de juros. No ano, esse juro será de 21%, ou seja, cerca de 20 vezes menor que o valor da taxa do cartão de crédito.

Em resumo, esses R$ 1.000 do consignado terá custo total de R$ 1.100 ao final do empréstimo, com R$ 100 de juros. Já o valor do rotativo, como dito anteriormente, terá valor total de R$ 5.339 e R$ 4.339 de juros.

Desta maneira, o rotativo do cartão de crédito é sempre a última opção a se usar. Atualmente, é considerado uma das taxas de juros mais altas do mundo e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou a dizer que essas taxas são ‘punitivas’ e disse que é necessário buscar soluções mais saudáveis para os consumidores.


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✦ economia — Esta reportagem, publicada há 1 dias, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do ▷ Diário SP. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes e de Cultra no jornal OVALE, onde atua desde 2010. Desde 2021 também é redator no Grupo Prime, onde faz matérias jornalísticas regionais policiais de São Paulo e jornalismo diário geral, como esportes. Depois, começou a se dedicar desde 2022 em entrenenimento, loterias e dicas caseiras. Também é produtor de jornalismo na TV Câmara de São José dos Campos. Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, acesse sua página de artigos.

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