Diário Supremo
O seu site do dia a dia!

Aumento de 25% no preço da cesta básica em Salvador preocupa a população

Em apenas um ano a cidade baiana teve o segundo maior reajuste

Salvador, 07 de julho de 2022, por Janaina Brito – Quem é soteropolitano, provavelmente, está notando e se assustando com os altos preços de diversos itens da cesta básica durante a ida ao supermercado. Porém, a surpresa não é à toa. Entre junho de 2021 e junho de 2022, o aumento foi de 24,29%. Assim, essa porcentagem está causando grandes desafios na hora de fazer as compras do mês.

O estudo foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse). Ele ainda aponta que a capital baiana ficou em segundo lugar no ranking da pesquisa, atrás apenas de Recife. Apesar dos constantes aumentos na cesta básica, percebidos em todos meses, o saldo total do último ano só reforça a discussão sobre o atual poder de compra do brasileiro.

Cesta básica (Fonte: iStock)
Cesta básica (Fonte: iStock)

Produtos afetados

Para a pesquisa, 12 produtos foram analisados, dos quais 11 apresentaram significativo aumento de preço. Dentre eles, o tomate foi o que sofreu o maior reajuste, cerca de 73,21%. Além disso, o café não ficou muito atrás, com um crescimento de 73,03%. A seguir, o Diário SP mostra a lista completa dos itens e suas respectivas taxas de correção.

  • Tomate (73,21%);
  • Café (73,03%);
  • Banana (40,67%);
  • Óleo de soja (37,00%);
  • Feijão carioquinha (34,77%);
  • Açúcar cristal (34,56%);
  • Farinha de mandioca (31,60%);
  • Pão francês (30,32%);
  • Manteiga (22,06%);
  • Leite integral (20,40%);
  • Carne bovina de primeira (3,84%).

Como dito, a análise foi feita apenas com produtos da alimentação básica da população. Logo, é notório que até mesmo uma refeição do dia a dia fica comprometida com os atuais custos com o supermercado. A única exceção entre eles foi o arroz, que acumulou um reajuste negativo.

Assim, hoje, os soteropolitanos devem desembolsar cerca de R$580,00 apenas com a cesta básica. Esse valor corresponde a mais da metade do salário mínimo brasileiro. Outrossim, São Paulo e Campo Grande aparecem logo atrás na lista de capitais que fizeram parte do estudo.

Por que a cesta básica está mais cara?

Muitos fatores são responsáveis pelo aumento de preço dos produtos. Nos últimos meses do ano de 2022, nos quais o reajuste foi maior, as principais causas dizem respeito ao repasse provocado pelos preços de matérias primas e, especialmente, de combustível, que também estão elevados.

A guerra na Ucrânia, por exemplo, é um dos motivos para o encarecimento do pão e outros alimentos oriundos do trigo. Isso porque essa região é a maior produtora desse cereal. Além disso, os altos preços da gasolina e do diesel são fatores decisivos para que os demais produtos também estejam custando mais.

A gasolina já subiu 7 vezes neste ano, o que impacta bastante no frete. Desse modo, como o Brasil é um país que depende essencialmente do transporte rodoviário para distribuir os produtos da cesta básica, é natural que esses valores sejam repassados para esses itens. Dessa forma, nota-se que é uma situação que acontece em efeito cascata, prejudicando diversos setores até chegar ao consumidor.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Ler mais