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Bullyng atinge 38,3% dos alunos do 9º ano em São Paulo, diz pesquisa do IBGE

Levantamento é feito em parceria com o instituto PeNSE

São José dos Campos, 16 de julho de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – Pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que 38,3% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental na cidade de São Paulo já sofreram bullyng na escola.

Isso vale tanto para as escolas públicas quanto as privadas, de acordo com o levantamento feito e divulgado nesta última semana na capital.

Aliás, o IBGE mostra que os números são parecidos em relação a escolas públicas e particulares. Isso porque nos colégios privados, esse número chegou a 40%, enquanto ficou em 37,8% nas escolas públicas. E o Diário Sp vai falar um pouco mais sobre o assunto.

Meninas sofrem mais bullyng do que os meninos

Agora, em outro ponto da pesquisa do IBGE, se evidencia que as meninas lideram os casos de bullyng sofridos. Isso porque 43,3% delas dizem sofrer com o problema, contra 32,1% dos meninos. No entanto, isso é independente do sexo de quem comete.

Outro importante é a faixa etária, pois, a pesquisa escutou estudantes com idades entre 13 e 15 anos nas escolas da capital paulista.

Contudo, há um dado positivo nesta pesquisa. Isso porque, em comparação com levantamento feito em 2015, os números diminuíram. Naquela época, levantamento do PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) revelou que o número de alunos que alegaram sofrer bullyng chegaram a 47,3%.

O IBGE e o PeNSE trabalham em conjunto na elaboração dessas pesquisas. No entanto, como ainda são dados preliminares e feitos com adolescentes, é preciso ter cautela.

ONU tem levantamento

A pesquisa do IBGE levantou dados nas 27 capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal. E a cidade onde o índice ficou pior foi em Porto Velho-RO. Por lá, 47,9% dos alunos ouvidos no levantamento relataram sofrer bullyng.

Bullyng atinge 38,3% dos alunos do 9º ano em São Paulo, diz pesquisa do IBGE. Foto: Canva
Bullyng atinge 38,3% dos alunos do 9º ano em São Paulo, diz pesquisa do IBGE. Foto: Canva

 

Enquanto isso, a ONU (Organização das Nações Unidas), também tem o seu levantamento sobre o assunto. Segundo a entidade, uma em cada três crianças e adolescentes do mundo inteiro sofrem ou já sofreram com esse tipo de problema.

Para quem não sabe, o bullyng é quando uma criança ou adolescente sobre diversos tipos de agressões verbais e físicas dentro do ambiente escolar. Isso acontece algumas vezes ou constantemente. Inclusive, pode durar vários anos.

Antigamente, se dizia que era brincadeira e que deveriam levar na ‘esportiva’. No entanto, estudos científicos já comprovaram que o chamado bullyng é altamente prejudicial para o desenvolvimento do jovem.

Aliás, em muitos casos, pode até mesmo impactar e atrapalhar na vida pessoal e na vida profissional das pessoas.

No caso de perseguição e brincadeiras inadequadas no ambiente de trabalho, o caso deixa de ser tratado como bullyng. Assim, se torna assédio moral e é passível de processo jurídico. E tanto chefes quanto colegas mais experientes são os que normalmente cometem o ato.

 

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