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Chuva: São Paulo sofre com 48 dias de estiagem e teme racionamento

Última vez que choveu na capital paulista foi no dia 10 de junho

São José dos Campos, 28 de julho de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – A cidade de São Paulo ainda não registrou nenhum dia de chuva durante o mês de julho. Caso não chova até o dia 31, será algo inédito na capital paulista.

Ao menos desde o início da série histórica, em 1933, quando o IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) começou a fazer a medição, a cidade nunca ficou um mês todo sem chuva. Esse órgão é ligado à USP (Universidade de São Paulo), uma das mais importantes universidades do país, e vem ajudando a medir as chuvas no estado.

Atualmente, São Paulo não registra chuvas desde o dia 17 de junho. Ou seja, já completa 48 dias sem nenhum tipo de precipitação. E o Diario Sp vai falar um pouco mais sobre o assunto.

Falta de chuva pode ocasionar problemas

Durante este período seco, a qualidade do ar apresenta piora na capital paulista. Até por ser inverno e gerar a chamada inversão térmica, isso gera muitos problemas respiratórios na população. Com isso, a procura por atendimento médio aumenta. Inclusive, em muitos casos, as pessoas já ficam em dúvida se estão resfriadas ou com Covid-19.

Contudo, um dos principais problemas para este período é o perigo de faltar água. Afinal de contas, a Grande São Paulo tem mais de 20 milhões de habitantes. E a Sabesp, companhia responsável pelo fornecimento de água, já teme a falta de recursos hídricos nos próximos meses.

De acordo com a previsão de especialistas, a estiagem na região deve durar até outubro deste ano. Logo, a tendência é que os reservatórios fiquem em situação ainda mais crítica para os moradores da região.

Chuva: São Paulo sofre com 48 dias de estiagem e teme racionamento. Foto: Canva
Chuva: São Paulo sofre com 48 dias de estiagem e teme racionamento. Foto: Canva

 

No momento, o Sistema Cantareira, principal fonte de fornecimento de água na Capital Paulista, está com apenas 36,7% de sua capacidade total. Assim, vem operando no estado de alerta. Outra questão importante é que esse sistema abastece mais de 7 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Aliás, em anos anteriores, como entre 2014 e 2015, a situação ficou tão crítica que o sistema chegou a operar no chamado ‘volume morto’. Ou seja, abaixo da reserva necessária. Então, o temor é de que esse problema se repita agora.

Piores períodos sem chuva em São Paulo

Segundo os dados históricos levantados pelo IAG, 2006 foi o ano em que julho teve o pior volume de chuva. Foi apenas três dias de precipitações, com 0,3 mm de água. Depois, veio 1974, quando choveu quatro dias, ou 0,5 mm de água. Por fim, o primeiro ano da pesquisa, em 1933, teve 13 dias de chuva, um total de 2 mm de água.

Então, as autoridades pedem para que a população também colabore e economize água durante este período mais forte de estiagem e sem chuvas. Com isso, poderá passar o período sem precisar fazer nenhum tipo de racionamento.

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