Diário Supremo
O seu site do dia a dia!

Índices de analfabetismo no Brasil; saiba detalhes

O Brasil registra uma relevante queda no analfabetismo nos últimos dez anos

Nova Mutum, 01 de agosto de 2022, por Camila Vicente Nunes – Nesta segunda-feira, falaremos sobre o índice de analfabetismo no Brasil. Ademais, trataremos sobre o seu impacto na política do país.

Conforme apurado pelo Diario Sp, o analfabetismo na população brasileira sofreu uma relevante queda desde o ano de 2004 até 2012. Entre jovens e adultos, o índice passou de 11,5% para 8,7%, assim, mesmo que lentamente, o país já demonstrou uma significativa redução dos analfabetos.

Grupo etário com maior índice de analfabetos

Embora o índice de analfabetos tenha sofrido uma queda, quando esses dados são espelhados em determinados grupos e faixa etária, os registros se mostram alarmantes. Entre cidadãos de 60 anos ou mais, o analfabetismo chega a triplicar. Outrossim, cerca de 11,5 milhões de pessoas atualmente não sabem ler, e este dado compreende jovens de 15 anos ou mais.

Com o intuito de esclarecer a diferença entre o analfabeto e o analfabeto propriamente dito, é importante dizer que este último não sabe interpretar aquilo escrito. Assim, esse grupo corresponde a 29% da população.

Região com maior taxa de analfabetos

A princípio, a região Nordeste é a que apresenta maior taxa de pessoas analfabetas. São cerca de 13% da população, e isso é maior em comparação às outras localidades. A região Sudeste e Sul registra 3,3%, na região Norte 7,6% e Centro-Oeste cerca de 4,9%.

Entre as etnias, pretos e pardos compõem 8,9% e os brancos 3,6%. Nesses casos, o teor histórico cultural ainda pesa na realidade educacional do país. Outro dado importante é quando comparado entre homens e mulheres, sendo que os homens compõem um grupo maior de analfabetos, em contrapartida, à totalidade de mulheres. Assim, as mulheres, na atualidade, apresentam maior índice acadêmico.

Como resultado desses dados, cerca de 17,4% da população brasileira com 25 anos ou mais, completam o ensino superior. Outros grupos da população, como, por exemplo, pessoas mais idosas, somente exercem o estudo até o ensino fundamental ou ensino médio completo. 

Realidade brasileira frente ao analfabetismo

Ainda existe no Brasil a crença de que pessoas menos abastadas não têm o acesso à educação e não possuem condições de aprender. Outro ponto que interfere é a concepção de que fazem parte da mão de obra barata do país.

No entanto, as escolas atualmente possuem preparo e política voltada para a diversidade. Desta forma, muitas ações visam valorizar o que há de melhor em cada aluno, valorizar suas habilidades e o potencial de cada um.

Dificuldade pós governo FHC-Fernando Henrique Cardoso

Torna importante dizer que desde os anos 90, com as mudanças do FHC, cada município ficou responsável pelo próprio custeio da educação dentro dos primeiros anos de ensino. Isso proporcionou a desigualdade no ensino básico, visto que nem todos os municípios possuem a mesma capacidade de custeio da educação. Assim, esse é um ponto importante que influencia diretamente na qualidade.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Ler mais