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Mourão descarta intervenção militar após eleições deste ano

Vice-presidente diz que não tem como acontecer o mesmo que nos Estados Unidos

São José dos Campos, 14 de julho de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – Hamilton Mourão descartou nesta quinta-feira (14) a possibilidade de o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) interferir nos resultados das eleições deste ano.

Segundo o general, não existe nenhum risco de acontecer o mesmo que aconteceu no início do ano passado nos Estados Unidos. Isso em alusão à posse do presidente eleito, o democrata Joe Biden.

Na oportunidade, o então presidente Donald Trump, do Partido Republicado e pelo qual Bolsonaro sempre declarou apoio, questionou o resultado das urnas. Então, um grupo de manifestantes invadiu o Capitólio, em Washington. Com isso, causou uma grande confusão e um fato inédito. Afinal, em mais de 200 anos de história da democracia norte-americana, isso nunca tinha acontecido.

Mas, no Brasil, Mourão procurou ‘tranquilizar’ a população e a oposição sobre um problema como esse por aqui.  Ele disse isso durante uma entrevista à Revista Veja. E o Diario Sp vai falar um pouco sobre o assunto.

Eleições tensas no Brasil

Agora, o primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras está marcado para o próximo dia 2 de outubro. Contudo, existe um ambiente tenso e de polaridade entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder em todas as pesquisas de intenções de voto.

Mourão descarta intervenção militar após eleições deste ano. Foto: Canva
Mourão descarta intervenção militar após eleições deste ano. Foto: Canva

 

Isso porque Bolsonaro, desde que foi eleito em 2018, vem criticando as urnas eletrônicas. Inclusive, em outras oportunidades, já chegou a ameaçar não entregar o cargo a quem vencer as eleições.

Mas, segundo Mourão, tanto o ministro da Defesa quanto os comandantes das Forças Armadas do Brasil já asseguraram que não vai haver nenhum tipo de interferência. Para o vice-presidente, existe um ‘metaverso’ por parte da imprensa para acontecer no Brasil o mesmo que aconteceu nos Estados Unidos há um ano e meio.

Anteriormente, ainda em julho deste ano, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, disse temer que se tenha no Brasil um episódio igual dos Estados Unidos. De acordo com ele, poderia ser até “mais grave” com o que houve no dia 6 de janeiro do ano passado.

Aliás, Fachin fez essa declaração justamente durante um evento em solo norte-americano, acirrando ainda mais os ânimos por aqui.

Função das Forças Armadas

Ainda na entrevista à revista semanal, Hamilton Mourão disse que não existe nenhum tipo de tensão nas Forças Armadas no Brasil. Ele disse que a função dos militares é justamente garantir a ordem e evitar a desordem em solo nacional.

Porém, o presidente Jair Bolsonaro, desde o início de governo, vem entrando em rota de colisão com o TSE e também com o STF (Superior Tribunal Federal). Especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, com quem tem desentendimento público já há alguns meses, justamente por conta das eleições deste ano.

 

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