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Polícia Civil abre inquérito e tenta identificar torcedor do SP que fez ato de racismo no Morumbi

Ele imitou macaco na direção de um torcedor do Fluminense

São José dos Campos, 18 de julho de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito nesta segunda-feira (18) para investigar um caso de racismo durante o jogo entre São Paulo e Fluminense, na tarde domingo (17). Na oportunidade, um torcedor do time carioca filmou um são-paulino fazendo gestos que imitavam um macaco. O ato aconteceu na tela de acrílico que divide as duas torcidas.

Embora ainda não se tenham divulgado a identidade do agressor, as imagens nas redes sociais da vítima deixam bem nítida a fisionomia do torcedor do clube paulista.

Com isso, Gabriel Brandão, 26 anos, conseguiu reproduzir as imagens. No entanto, ele não quis fazer boletim de ocorrência na hora para não perder o restante do jogo. Em entrevista ao portal de notícias G1, disse que optou por continuar acompanhando a partida, a qual comprou ingresso. E o Diario Sp falará um pouco mais sobre o assunto.

No entanto, na mesma entrevista, disse que quer processar o agressor. Desta maneira, Brandão disse que continuou filmando o ato de racismo e o são-paulino continuou agindo.

Clubes e SSP se manifestam

Ainda na mesma imagem, dois policiais militares passam pelo torcedor e agressor, mas não intervêm na atitude. Entretanto, em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), informou que os PMs não perceberam a ação racista. Isso porque, no momento, estavam na direção de outros torcedores que também iniciavam uma confusão.

Enquanto isso, os dos clubes também postaram notas em suas redes sociais onde repudiam a atitude. No caso do São Paulo, clube mandante do jogo, a diretoria disse que isso não condiz com a realidade da agremiação.

Além disso, o Tricolor disse que fará de tudo para colaborar com as investigações e identificar o torcedor que aparece no vídeo fazendo os gestos racistas. Por sua vez, o Fluminense também lamentou o fato e se colocou à disposição das autoridades. Caso o torcedor são-paulino tivesse sido autuado na hora, teria sido levado para a delegacia e seria preso.

Casos de racismo constantes

Aliás, recentemente, os casos de racismo têm sido cada vez mais comuns nos estádios de futebol. Por exemplo, no ano passado, um dirigente do Brusque foi suspenso por ofender o jogador Celsinho, do Londrina, com palavras de cunho racista. Inclusive, o clube catarinense foi punido com a perda de três pontos no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), mas conseguiu reverter na reta final do torneio.

Enquanto isso, ainda em 2022, outros casos surgiram. Um deles foi no jogo entre Internacional e Corinthians, quando o meia Edenilson, do time gaúcho, acusou o lateral Rafael Ramos, do Timão de também o chamar de ‘macaco’. O atleta corintiano nega. Nesta última semana, pela Série B, jogadores da Ponte Preta acusaram um torcedor do Criciúma também por xingamentos racistas no estádio Heriberto Hulse, em Criciúma.

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