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São Paulo estuda comprar e produzir vacina contra varíola dos macacos

Estado é o que tem o maior número de casos confirmados da doença até agora

São José dos Campos, 22 de julho de 2022, por Marcos Eduardo Carvalho – O estado de São Paulo já admite a possibilidade de comprar vacinas contra a varíola humana. Isso por conta do aumento dos casos da chamada varíola do macaco na região.

Por exemplo, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, do governo federal, o Brasil já registou 607 episódios confirmados da varíola do macaco desde o surgimento da nova doença. No entanto, no estado de São Paulo, foram 438 casos no total. Ou seja, a ampla maioria foi no maior estado do país. Na sequência, aparece o Rio de Janeiro com 86 e Minas Gerais com 83. A maioria deles são de pacientes que viajaram para fora do país, principalmente a Europa, nos últimos tempos. E o Diario Sp falará um pouco sobre o assunto.

Vacina contra varíola do macaco pode ser estratégia

Embora não exista uma vacina específica contra a varíola do macaco, existe a vacina contra a varíola convencional. No entanto, como a doença já foi erradicada do mundo em 1980, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) as doses não foram mais produzidas. Contudo, em 2022, a Dinamarca voltou a produzir o imunizante, pois, ele pode também ajudar no combate à varíola dos macacos.

São Paulo estuda comprar e produzir vacina contra varíola dos macacos. Foto: Canva
São Paulo estuda comprar e produzir vacina contra varíola dos macacos. Foto: Canva

 

No caso de São Paulo, o governo quer o remédio e pediu para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comprar ou até mesmo começar a produzir através do Instituto Butantan. Todavia, o órgão ligado ao governo federal disse que ainda não recebeu nenhum pedido neste sentido. Disse também que por enquanto não existe nenhum tipo de restrição de viagens para outros países onde já se registraram casos da doença.

Varíola dos macacos é mais leve

Ao contrário da varíola humana já erradicada, a versão nova da doença se apresenta de forma mais leve. Tanto é que, no Brasil, ainda não há registros de morte por causa da doença. Por sua vez, a varíola já erradicada era mortal para 60% das pessoas e, até metade do século 20, ainda não havia vacinas contra essa doença.

Já a varíola do macaco produz febre por alguns dias e erupções cutâneas. Inclusive, essas erupções muitas vezes são responsáveis pela contaminação de outras pessoas. Tudo por conta da secreção, além das gotículas de saliva. Então, quem se contamina e é testado positivo, precisa ficar em isolamento, de forma semelhante a quem tem Covid-19.

Inclusive, as autoridades de saúde brasileiras estão orientando as pessoas a usarem máscara. E também orientam a lavar sempre as mãos de forma adequada e evitar grandes aglomerações. Com isso, os países, inclusive o Brasil, esperam que doença não ganhe status de pandemia, como foi em relação ao caso do novo coronavírus.

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