economia

Por que tudo vai encarecer com o petróleo 40% mais alto em março

Desde o início do conflito no Irã, os preços vêm aumentando

Marcos Eduardo Carvalho
economiaColunista
31 mar 2026 · 22h59Atualizado 3 horas
25 4 4 min
Por que tudo vai encarecer com o petróleo 40% mais alto em março

⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

São José dos Campos (SP), terça-feira, 31 de março de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O preço do barril do petróleo Brent (ideal para produzir gasolina e diesel, por exemplo), subiu 40% durante o mês de março. Apesar de uma leve queda de 3% nesta semana, fechou o mês a US$ 103,97 o barril.

Para efeito de comparação, o mesmo barril de petróleo custava US$ 72,48% no dia 27 de fevereiro. Um dia depois, os Estados Unidos e Israel iniciaram o conflito com o Irã e, desde então, os preços subiram.

Além do conflito em si, o governo iraniano fechou o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, por onde passam 20% de todo o produto do mundo. Com a redução da oferta, o preço no mercado disparou e há ate mesmo a perspectiva de que possa chegar aos US$ 200 até o meio do ano.

Como o petróleo impacta no seu bolso

Por que tudo vai encarecer com o petróleo 40% mais alto em março. Imagem: Rovena Rosa/Ag. Brasil

Petróleo Brent, barril, Estreito de Ormuz… o que esses nomes têm a ver com a sua vida? Na prática, tudo. Afinal de contas, ele influencia o preço de praticamente tudo no mundo.

Com isso, quando o produto aumenta, outras coisas também sobem, a inflação vem e tudo fica mais caro. Assim, o cidadão comum, principalmente o mais pobre, é também o que mais sente o aumento de tudo. A seguir, entenda o ‘efeito dominó’:

Petróleo sobe

Combustível fica mais caro

Frete encarece

Produção e distribuição custam mais

Preços sobem em toda a cadeia

Inflação (IPCA) aumenta

Banco Central pode subir os juros (Selic)

Crédito fica mais caro → economia desacelera

Mas, tem mais um ‘ingrediente’ nesta história: o dólar. Isso porque o minério é negociado na moeda norte-americana que, se subir, cria um efeito duplo. E, na prática, o valor acaba repassado no preço final do combustível.

Exemplos de impacto para o consumidor

Abaixo, veja as formas em que o petróleo mais caro envolve, na prática, o seu bolso e o seu orçamento:

  1. Combustíveis mais caros

O impacto mais direto e visível. Quando o minério sobe, sobem também a gasolina, o diesel e o etanol. Isso afeta:

  1. Frete e logística

O diesel move quase tudo no Brasil. Quando ele encarece, o custo de transporte de mercadorias aumenta, e esse custo é repassado ao consumidor final — ou seja, tudo no supermercado fica mais caro.

  1. Alimentos mais caros

A cadeia do agronegócio depende muito de petróleo: tratores, colheitadeiras, fertilizantes (derivados do petróleo), e o frete para levar os produtos até as prateleiras. Um choque no petróleo infla os preços dos alimentos.

  1. Energia elétrica

O Brasil usa principalmente energia hidrelétrica, mas em períodos de seca as termoelétricas (movidas a gás natural e óleo) entram em operação, encarecendo a conta de luz.

  1. Produtos industriais

Plásticos, embalagens, tintas, medicamentos, fertilizantes, tecidos sintéticos — tudo isso tem derivados de petróleo na composição. A alta do petróleo encarece a produção industrial inteira.

Como se proteger na crise?

Por fim, com o aumento do petróleo e do combustível, o consumidor precisa se proteger de alguma forma. E, com isso, tem que tirar de algum lugar para não ficar no prejuízo.

Caso tenha possibilidade, adquirir um carro elétrico é uma saída interessante. Outra ação é antecipar compras chamadas sazonais. Assim, irá evitar preços maiores no mercado.

E, caso tenha algum dinheiro investido, deve manter esse investimento e apostar em outras ferramentas. Por exemplo, aqueles que são atrelados à inflação, protegem o poder de compra.

Enfim, o petróleo interfere na sua vida, mas com algumas dicas, poderá minimizar esse impacto. Assim, passará com menos dificuldade pelo período de turbulência.


⚠️ Aviso: Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um especialista antes de tomar decisões financeiras. Dados conforme fontes oficiais na data de publicação.
🔍 Precisão editorial — Nosso compromisso é com a informação correta.
🔍
Reportar um Erro
Precisão editorial é nosso compromisso

Seu relatório é anônimo e ajuda a manter a qualidade editorial.

✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do ▷ Diário SP. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes e de Cultra no jornal OVALE, onde atua desde 2010. Desde 2021 também é redator no Grupo Prime, onde faz matérias jornalísticas regionais policiais de São Paulo e jornalismo diário geral, como esportes. Depois, começou a se dedicar desde 2022 em entrenenimento, loterias e dicas caseiras. Também é produtor de jornalismo na TV Câmara de São José dos Campos. Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, acesse sua página de artigos.

aumento Brent gasolina Inflação março Ormuz petróleo
𝕏 f in
🔥 ESTÁ BOMBANDO
Governo estuda fim da declaração do IR; entenda a proposta economia · 10 horas
Nova lei dos bancos: especialista diz o que realmente muda economia · 16 horas
Offshore vale a pena? Entenda vantagens e riscos economia · 1 dia
Ver mais notícias →