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Médico que matou dois colegas foi armado ao restaurante, diz polícia

Marcos Eduardo Carvalho
NotíciasColunista
21 jan 2026 · 10h24Atualizado 3 meses
33 6 3 min
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Médico que matou dois colegas foi armado ao restaurante, diz polícia

O médico Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, que atirou e matou outros dois colegas na última sexta-feira (16), em Barueri, já chegou ao restaurante armado. Isso é o que aponta investigação da Polícia Civil sobre o caso que chocou a comunidade médica no final de semana.

Na oportunidade, esse médico discutiu com Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35, ambos médicos, e atirou nos dois, que morreram a caminho do hospital. Esse restaurante fica no bairro de Alphaville, um dos mais valorizados da Grande São Paulo.

Na apuração, a polícia aponta que o assassino já levou a arma em uma bolsa. E, na hora do ataque aos colegas, foi em direção à bolsa, pegou a arma e efetuou os cerca de dez disparos.

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Médico foi revistado por Guarda Municipal antes de atirar

Médico que matou dois colegas foi armado ao restaurante, diz polícia. Imagem: Instagram

Antes de atirar nos dois colegas, o médico já havia discutido de forma acalorada com os dois. Mas, os funcionários do restaurante, desconfiados de que estivesse armado, chamaram a Guarda Municipal, que foi ao local e o revistou. No entanto, não encontrou nenhuma arma em foi embora.

Alguns momentos depois, os três voltaram a discutir, no momento em que Carlos Alberto pegou a bolsa com uma mulher, sacou a arma e atirou. Dois dez tiros, oito atingiram um dos colegas, enquanto dois tiros à queima-roupa atingiram o outro.

Desta maneira, ele acabou preso em flagrante e a prisão se tornou preventiva, após a audiência de custódio. No ano passado, Carlos Alberto também foi preso por racismo e agressão durante viagem a Aracaju, no Sergipe.

Durante depoimento à polícia nesta última terça, Carlos Alberto confirmou que discutiu com os dois colegas por conta de contratos na área da saúde. Ele e Luís Roberto eram sócios em uma empresa de gestão hospitalar, mas depois se tornaram concorrentes. Mas, no mesmo depoimento, disse que não conhecia Vinícius, o outro médico baleado e assassinado.

À polícia, Carlos Alberto disse que só encontrava Luís Roberto ocasionalmente por morarem no mesmo bairro, em Alphaville. No depoimento, o assassino disse que iria ao banheiro do restaurante e que, ao passar perto da mesa, Luís Roberto teria falado para que não atrapalhasse mais os contratos e citou a cidade de São Bernardo do Campo.

Tapa teria sido estopim para briga

Depois, o médico disse no depoimento que Luís Roberto o mandou ‘ficar esperto’ e desferiu um tapa. Ali, começou a briga, contida em seguida pela Guarda.

Contudo, na saída do restaurante, Carlos Alberto viu o desafeto com outras três pessoas, pensou que fossem seguranças e que iriam atrás dele.

Por conta disso, pegou a bolsa no ombro da mulher com a qual estava junto, foi atrás das vítimas, sacou a arma e atirou. Em nota à imprensa, a defesa do médico preso disse que “está em fase de formalização da equipe técnica responsável pela análise minuciosa dos fatos relacionados ao caso”.

Já a mulher que acompanhava o médico afirmou, também em depoimento, que não sabia da existência da arma. Agora, Carlos Alberto segue preso enquanto o processo se desenrola.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada há 5 meses, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do ▷ Diário SP. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes e de Cultra no jornal OVALE, onde atua desde 2010. Desde 2021 também é redator no Grupo Prime, onde faz matérias jornalísticas regionais policiais de São Paulo e jornalismo diário geral, como esportes. Depois, começou a se dedicar desde 2022 em entrenenimento, loterias e dicas caseiras. Também é produtor de jornalismo na TV Câmara de São José dos Campos. Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, acesse sua página de artigos.

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