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Biblioteca comunitária com 8.000 livros é inaugurada em SP

Biblioteca comunitária com 8.000 livros é inaugurada em SP. Imagem: Divulgação

Biblioteca comunitária com 8.000 livros é inaugurada em SP. Imagem: Divulgação

São Paulo ganhou nesta sexta-feira (1), uma biblioteca diferente. Isso porque o espaço inaugurado é voltado para a população de moradores em situação de rua.

Desta maneira, essa biblioteca também se torna uma forma de melhorar a inclusão social dessas pessoas. Afinal de contas, no dia a dia eles não têm acesso à leitura e ao conhecimento, até por falta de condições financeiras.

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Neste espaço, serão ao menos 8.000 títulos diferentes, todos vindos de doações. E fica no Centro Santa Dulce dos Pobres, na Rua Sapucaia, número 36, no bairro da Mooca, Zona Leste da capital.

Biblioteca homenageia mão de Padre Lancellotti

Biblioteca comunitária com 8.000 livros é inaugurada em SP. Imagem: Arquivo pessoal

Além disso, a biblioteca comunitária na região leste da capital leva o nome de Wilma Lancellotti. No caso, é uma homenagem à mãe do padre Julio Lancellotti, um conhecido defensor da população mais pobre. A mãe dele faleceu em outubro de 2010.

Inclusive, Julio Ancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, esteve presente na inauguração. No evento, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, o cardeal Dom Odilo Scherer, também compareceu para prestigiar.

Porém, em um primeiro momento, o funcionamento do espaço será reduzido. E abrirá de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Contudo, quando surgirem novos voluntários dispostos a atuar no local, há a perspectiva de se ampliar o atendimento.

Com isso, mais pessoas em situação de vulnerabilidade terão condições de freqüentar o local. E, co mais de 8.000 títulos, a variação é grande.

Inclusive, os organizadores da biblioteca comunitária de São Paulo estão abertos para receberem novas doações. E todos os livros em boas condições poderão compor o acervo do local, em um dos bairros mais tradicionais e charmosos da capital paulista.

Em entrevista à TV Globo, o Padre Ancellotti disse que a biblioteca vai além de proporcionar leitura. Mas, de fazer com que as pessoas se sintam amadas e acolhidas.

Livros estão divididos entre disponíveis e reservas

Embora a biblioteca comunitária de São Paulo tenha 8.000 livros, inicialmente apenas 4.000 deles estão disponíveis para leitura. Isso porque os outros 4.000 estão no chamado cadastro de reserva.

E a escritora e antropóloga Lilia Schwarcz foi escolhida para ser a madrinha do espaço. Segundo ela, todos têm o direito de sonhar e isso é uma ‘janela’ para transformar o Brasil.

Por fim, o padre ainda disse que a homenagem da biblioteca à própria mãe é justa, pois, foi com ela que teve acesso à leitura quando criança. E, também, porque ela sempre teve amor à leitura.

Marcos Eduardo: Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes no jornal OVALE editor no Manezinho News. Ex-professor da rede pública em SP, hoje também é produtor de conteúdos no blog Diariosp
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