Três homens foram presos na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo, em ação da Polícia Civil contra golpes virtuais. Em um desses crimes, uma das vítimas chegou a perder R$ 250 mil para os bandidos.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, nesses golpes, os criminosos se passavam por policiais para extorquir dinheiro das pessoas. E todos esses três presos são suspeitos de envolvimento no esquema de abrangência nacional.
No caso da vítima que perdeu R$ 250 mil, se trata de uma pessoa que mora no Distrito Federal. Agora, há a esperança de ao menos tentar recuperar parte do dinheiro que foi subtraído virtualmente.
Golpes citavam investigações que não existiam
Basicamente, os golpes se baseavam em mensagens enviadas por aplicativos como WhatsApp. Nelas, os bandidos diziam que precisavam de dinheiro para cumprirem medidas cautelares em supostas investigações que, na verdade, não existem.
Além dessa vítima do Distrito Federal, outras dez pessoas também sofreram com os golpistas. No entanto, a maioria desses casos teria acontecido no próprio estado de São Paulo, onde é o foco da atuação dos policiais.
Depois de prender os três suspeitos, a Polícia Civil também seguiu cumprindo outros quatro mandados de busca e apreensão. E, na tentativa de recuperar dinheiro roubado pelos golpes, houve o bloqueio de valores que estavam em nome desses investigados, que não tiveram a identidade revelada.
Nos últimos anos, com o aumento e avanço das redes sociais e aplicativos de mensagem, os casos de golpes virtuais também cresceram. E os idosos e pessoas mais simples se tornam os principais alvos dessas ações, muitas vezes realizadas por organizações criminosas bem articuladas e muitas vezes de difícil detecção.
Como funcionava a ação alvo da polícia
No caso específico desses golpes que levou à prisão de três suspeitos, eles se passavam por policiais da 8ª Delegacia de Polícia da capital federal. Assim, entravam em contato por telefone com as vítimas ou por aplicativo de mensagem, como o WhatsApp.
Depois, ainda falavam que essas pessoas estariam envolvidas em supostas investigações criminais em andamento. Mas, para não serem descobertos, ainda usavam a artimanha de pedirem para não entrarem em contato com a polícia, família e até mesmo advogados.
Isso porque, segundo os criminosos, para convencer as vítimas, diziam que isso iria ‘atrapalhar’ as investigações. E, para terem acesso ao dinheiro, pediam valores em PIX para que pudessem cumprir medidas cautelares. Desta maneira, era assim que os golpes se consumavam e, depois, as vítimas não conseguiam mais contato com os criminosos que se passavam por policiais.

