A adulteração de bebidas com metanol já gerou 41 prisões no estado de São Paulo. De um balanço para o outro, os casos de prisões subiram de 30 para 41, segundo os dados divulgados neste final de semana pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do estado.
Segundo o governo do estado, as 11 prisões recentes realizadas aconteceram em São Paulo, Diadema, Santo André, Jundiaí e Jacareí. Isso sem contar os milhares de materiais apreendidos pela Polícia Civil paulista, de olho nas contaminações por metanol.
Na oportunidade, rótulos, garrafas e outros itens ficaram com a polícia, que segue a investigação. Deste a semana passada, o governo paulista faz uma força-tarefa em todo o estado para tentar barrar as ações, que já interditaram 11 estabelecimentos comerciais no estado.
Metanol já causou dois óbitos no estado, diz governo
Os casos de intoxicação por metanol nas bebidas alcoólicas comercializadas no estado de São Paulo já causaram dois óbitos confirmados. Assim, já são 162 casos de contaminação, entre confirmados e investigados por contado metanol.
Ainda há sete óbitos suspeitos em investigação, além de 148 casos em investigação em todo o estado de São Paulo. A polícia realizou diversas operações na noite deste último sábado (4), justamente em um horário de grande movimentação em bares e adegas, os principais alvos do poder público no momento.
Cautelarmente, 11 estabelecimentos comerciais foram interditados na ação deste sábado. Essa ação teve apoio de Polícia Civil, Procon-SP, Secretaria da Fazenda e a Vigilância Sanitária, tanto estadual quanto municipal.
Essa interdição, segundo o governo do estado, serve para analisar as bebidas e colher amostras. Caso verifique contaminação por metanol, o espaço é fechado em definitivo. Caso contrário, volta a ser liberado pra o público.
Além da intoxicação pelo produto químico, a ação também aproveita para verificar outras situações de ordem sanitária. Uma das coisas é a falta de higiene, comum em muitos espaços desse tipo, além do armazenamento inadequado de produtos e alimentos.
Recomendação é buscar rápido atendimento
Segundo o governo paulista, o metanol é um produto químico altamente tóxico e ninguém deve consumir. Caso aconteça uma ingestão acidental, a vítima precisa ser levada imediatamente a um hospital, para os primeiros atendimentos, na tentativa de tirar o metanol do sangue.
Em muitos casos, as vítimas perderam a visão de forma definitiva, além de ficarem com outras sequelas. O ideal é o socorro em um prazo máximo de seis horas após a intoxicação.
No entanto, o melhor cenário é evitar o consumo de bebidas destiladas. Isso porque elas são as mais fáceis de se adulterar e causar os problemas com o metanol.

