O chamado Complexo Paraisópolis, na região sul de São Paulo, passará por uma ousada transformação nos próximos anos. E a prefeitura promete investir cerca de R$ 1,6 bilhão para uma ampla mudança no aspecto urbano, social e até ambiental da comunidade.
Isso é o que a administração prometeu durante a apresentação do plano estruturante para Paraisópolis. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), essa ação integrada faz parte da nova etapa da chamada OUCFL (da Operação Urbana Consorciada Faria Lima).
No entanto, a proposta ainda terá que passar por consulta pública, onde a administração irá ouvir a população. Assim, os moradores também irão participar e opinar sobre o que eles realmente precisam na região, que fica encravada em meio a uma área nobre da capital paulista.
Complexo Paraisópolis tem três bairros
Na prática, o chamado Complexo Paraisópolis, além do bairro que leva esse nome, também contempla o Jardim Colombo e o Porto Seguro. Em agosto de 2025, através de um leilão de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), a prefeitura arrecadou R$ 1,6 bilhão e isso irá se reverter para a região. Segundo Nunes, essa será uma ação de longo prazo na região.
Estamos falando de uma ação estruturante, integrada e de longo prazo. Paraisópolis enfrenta desafios históricos relacionados à densidade, à mobilidade, à temperatura e à infraestrutura urbana. O plano organiza respostas concretas para essas questões, com urbanização, habitação de qualidade, ampliação de áreas verdes e novos equipamentos públicos
Ainda de acordo com o prefeito, não se trata apenas de uma ação pontual, mas de melhoria na qualidade de vida da população. Mais que isso, tenta transformar o bairro em uma região sustentável.
Assim, há também a expectativa de melhoria e abertura de 17,8 quilômetros no sistema viário do bairro. Com isso, haverá requalificação de vias e enterramento de fiação, além de troca da iluminação pública, além de arborização, drenagem e saneamento básico.
Outro ponto prometido no projeto é criar uma ligação estratégica com ampliação do acesso ao metrô São Paulo-Morumbi. Ainda na parte de mobilidade, irá prolongar a Avenida Hebe Camargo, que ganhará mais 1,2 quilômetro de extensão.
Queda de temperatura é um desafio
Atualmente, Paraisópolis tem uma temperatura média até 5ºC mais alta que a região nobre da cidade, inclusive o vizinho Morumbi. Por isso, a drenagem e a arborização serão essenciais para diminuir essa diferença e minimizar os efeitos do aquecimento global na região.
Por fim, a prefeitura também projeta novas unidades habitacionais na região, com até 3.000 novas casas. Assim, moradores de Paraisópolis que vivem em áreas de risco poderão ter uma nova moradia, na mesma região, e com mais qualidade.

