O marido da PM Gisele Alves Santana, 32 anos, morta com tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, passou a ser investigado como suspeito pelo crime contra a esposa, em São Paulo. Essa decisão, tomada pela Justiça de São Paulo nesta última terça-feira (10), muda o rumo do caso e muda a situação do tenente-coronel Geraldo Neto, com o qual ela era casada há mais de dois anos.
Isso porque, inicialmente, a morte foi registrada como suicídio consumado, mas logo mudou para morte suspeita. Isso porque a PM Gisele Alves Santana tinha um relacionamento conturbado com o marido.
Inicialmente, Geraldo Neto não era investigado pelo crime. Em entrevista à TV Record, o advogado Eugênio Malavasi, que faz a defesa do tenente-coronel, diz que encara com tranquilidade. Antes, já havia dito que o cliente está colaborando de todas as formas com a investigação.
Caso PM Gisele Alves Santana: próximos passos
Embora o tenente-coronel passasse a ser investigado, anda não há um pedido de prisão contra ele, ao menos até a manhã desta quarta-feira (11). Mas, a morte da PM Gisele Alves Santana começa a ganhar esclarecimentos.
Laudos da perícia técnica e depoimentos dos socorristas que a atenderam no dia 18, reforçam a possibilidade de feminicídio. Por exemplo, o tenente-coronel disse que ouviu o tiro quando estava no banho, que tinha durado cerca de um minuto.
Contudo, os socorristas, ao chegarem no apartamento onde o casal morava no bairro do Brás, em São Paulo, não viram o banheiro molhado. E encontraram o tenente-coronel de bermuda, sem camisa e seco.
Além disso, uma vizinha diz ter ouvido os tiros às 7h28, mas a emergência da PM só recebeu a ligação de Geraldo Neto 29 minutos depois. Ainda naquele dia, imagens de segurança da casa viram três PMs entrando no apartamento para fazer a limpeza.
Agora, a Justiça proibiu Geraldo Neto de entrar no apartamento para preservar a cena do crime. Enquanto isso, a investigação segue em andamento.
Que pena ele poderá pegar
Caso o marido da PM Gisele Alves Santana seja considerado culpado pelo crime, irá a julgamento por feminicídio. Na legislação, a pena para esses casos pode chegar aos 40 anos, com mínimo de 20.
Por enquanto, o tenente-coronel segue solto, mas na semana passada já havia pedido afastamento das funções na PM. Nesses dias, também se divulgou um vídeo em que ele aparece chorando e apontando uma arma para a própria cabeça. Mas, quem morreu com o tiro da cabeça foi a PM Gisele Alves Santana, com a bala no lado direito da cabeça. Neste final de semana, o corpo dela passou por exumação, que confirmou também lesões no pescoço e rosto da vítima, que deixa uma filha de 7 anos.

