Quatro mulheres, com idades de 27, 28, 31 e 39 anos acabaram presas nesta última quinta-feira (22), em São Paulo, suspeitas de aplicarem golpes financeiros. Elas atuavam em uma empresa de fachada na Avenida Faria Lima, na capital paulista e prometiam recuperar dívidas vencidas.
De acordo com a Polícia Civil, essas mulheres eram gerentes e supervisoras da chamada ‘central de golpes’ na zona oeste de São Paulo. Essa empresa funcionava no principal centro financeiro da cidade e, até por conta disso, tentava passar credibilidade aos clientes.
Essa ação teve coordenação da 4ª DCCiber (Delegacia de Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos da Divisão de Crimes Cibernéticos). E a ação foi nomeada como ‘Operação Título Sombrio’, após investigações apontarem a existência de uma falsa central de cobrança, que lesava clientes.
Idosos eram principais vítimas dos golpes
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os idosos eram os principais alvos e vítimas dos golpes financeiros. E a principal estratégia criminosa era abordar essas pessoas mais vulneráveis e falar em resgatar ‘créditos podres’, ou seja, aquelas dívidas mais difíceis de se recuperar.
No entanto, essas dívidas, na prática, não existem e os criminosos usavam táticas intimidatória. Desta maneira, sob forte coação, muitos acabam pagando uma dívida que, na verdade, não existe. E essas ameaças feitas pelos operadores eram sempre convincentes e, se aproveitando do pouco conhecimento das vítimas, acabam consumando o golpe e os prejuízos dessas pessoas.
Segundo os investigadores, outra das estratégias era o envio de mensagens, tanto por celular quanto por email, em simulação de ordem judicial e bloqueio de CPF (Cadastro de Pessoa Física). Então, os criminosos direcionavam essas vítimas para um atendimento por telefone, onde eles diziam ser do jurídico e do setor de cobrança da empresa.
Por fim, essa organização golpista ainda compartilhava dados de sócios, endereços e dados contábeis diversos. Tudo para parecer ser, de fato, uma empesa real e confiável.
Esquema funcionava de forma híbrida
Outro ponto que a polícia apontou é que os golpes aconteciam de forma híbrida. Isso porque algumas cobranças eram legítimas e outras falsas, até para dar credibilidade aos atendimentos.
E, nesta ação de quinta, a polícia apreendeu documentos que elas usavam durante os contatos telefônicos com as vítimas. Além das quatro mulheres presas, já liberadas sob pagamento de fiança, outros dez suspeitos foram para a delegacia e prestaram depoimentos sobre os golpes, sendo liberados em seguida. Agora, a Polícia Civil seguirá com a investigação para tentar achar mais participantes.

