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Procon: apenas 25% dos estabelecimentos em SP seguem protocolo para mulheres

Procon: apenas 25% dos estabelecimentos em SP seguem protocolo para mulheres. Imagem: Governo de SP

Procon: apenas 25% dos estabelecimentos em SP seguem protocolo para mulheres. Imagem: Governo de SP

O Procon-SP (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo realiza uma ofensiva nos estabelecimentos comerciais do estado para garantir os direitos das mulheres. E, durante o mês de agosto, visitou 131 desses locais para verificar se estão seguindo o Protocolo Não se Cale.

Esse protocolo, basicamente, vista proteger e acolher as mulheres em caso de risco de violência ou outro tipo de assédi0. No entanto, segundo os números divulgados pelo Procon, apenas 25% desses comércios já estão seguindo a medida.

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Desta maneira, se aumenta também a preocupação com as mulheres. Afinal de contas, a falta de proteção e ação do poder público é um dos motivos que as deixam vulneráveis a atos de violência.

Procon ressalta necessidade de capacitação

Procon: apenas 25% dos estabelecimentos em SP seguem protocolo para mulheres. Imagem: Governo de SP

De acordo com o Procon de São Paulo, esse protocolo que não vem sendo cumprido tem algumas regras essenciais. Por exemplo, todos os espaços de entretenimento no estado são obrigados a colocar cartazes informativos com muita visibilidade.

Além disso, precisam ter funcionários devidamente qualificados e preparados para agir em casos de violência. E essa ausência foi o que de principal se notou durante as fiscalizações feitas pelo órgão em diversas cidades do estado.

Esses lugares visitados durante o mês de agosto englobam grandes eventos, bares e, por fim, restaurantes. Então, a maioria deles está fora do que se pede no protocolo de defesa das mulheres.

Durante a ação dos fiscais do órgão de defesa do consumidor, também se constatou falhas no atendimento. Por exemplo, em muitos estabelecimentos, falta clareza na marcação dos preços e houve até mesmo informação imprecisa e incorreta da validade de muitos produtos. Isso sem contar algumas falhas no sistema de pagamento, o que também prejudica e pode dar prejuízos a quem está consumindo naquele determinado local.

Neste mês anterior, o Procon foi a 65 estabelecimentos comerciais na capital, sendo que 50 deles tinham algum tipo de irregularidade. Os demais locais estavam no interior do estado, nas seguintes cidades: Bauru, Campinas, Pindamonhangaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté, Santos e São Vicente.

Principais medidas previstas

O Protocolo Não Se Cale, alvo da fiscalização do Procon em São Paulo, exige mais que os cartazes e profissionais qualificados. No caso, também é necessário ensinar, nos cartazes, como as mulheres devem pedir ajuda.

Outros pontos importantes são a capacitação de todos os funcionários do estabelecimento e não apenas um ou outro. Afinal de contas, emergências podem ocorrer a qualquer momento.

Por fim, o Procon aponta que os estabelecimentos comerciais de entretenimento precisam disponibilizar uma área segura e reservada. Isso por conta do acolhimento inicial necessário a uma mulher em caso de ataque ou qualquer outro ato de violência cometido contra elas.

Marcos Eduardo: Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes no jornal OVALE editor no Manezinho News. Ex-professor da rede pública em SP, hoje também é produtor de conteúdos no blog Diariosp
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