Quatro suspeitos seguem presos em São Paulo por participação na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, 40 anos. O corpo dele foi encontrado domingo (11), em um sítio em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana. Com sinais de tortura e carbonizado, só foi identificado pela perícia no dia seguinte.
Inicialmente, quatro foram detidos, mas um acabou liberado por não ter participação na morte de Fabrício Gomes. Segundo a polícia, Riclécio Cerqueira de Moraes é o traficante que discutiu com o PM na semana passada; Isaque Duarte da Silva conhecia o policial e o levou até os criminosos no dia da discussão; Gleison Santos Dias carregou galões de combustível para incendiar o veículo do policial e André Colombo Dias é o caseiro do sítio onde o corpo da vítima foi encontrado.
Além disso, um relatório da Polícia Militar aponta que membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) teriam mandado torturar e matar o PM, que estava de férias. Ele iria se casar no civil no último dia 9 de janeiro, dois dias depois de desaparecer em São Paulo.
Fabrício foi ‘julgado’ e ‘condenado’ por PCC, diz polícia
No dia 7 de janeiro, Fabrício Gomes estava em uma confraternização na zona sul de São Paulo, perto de onde moram seu pai e seu filho. No entanto, um dos frequentadores, Riclécio, começou a cheirar cocaína, o que causou repreensão do agente.
Então, o mesmo pediu desculpas e saiu, mas depois fez com que outro conhecido do policial Isaque, o levasse até um lugar onde haveria uma emboscada. Assim, ele não foi mais visto e, provavelmente, o assassinato aconteceu no dia 8.
Agora, as investigações apontam que, por ser policial, Fabrício seria um ‘risco’ para os traficantes da comunidade. Então, o PCC ordenou a tortura e a morte dele por estava no local naquele dia.
Ainda segundo o documento, cinco membros desta facção criminosa teriam decidido pela execução e já foram identificados. No caso, três seriam mandantes e outros dois teriam executado a ordem.
Ao menos até agora, a Polícia Civil não pediu a prisão dos envolvidos e nem divulgou os nomes. Os familiares do policial morto moram na favela Horitonte Azul, perto da estrada do M´Boi Mirim.
Carro foi incendiado
Antes de encontrarem o corpo de Fabrício Gomes, acharam o carro dele incendiado em uma área afastada em Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo. No caso, teria também sido uma forma de queimar provas e não deixar pistas sobre o crime.
Na ação, os criminosos também roubaram a arma do policial e o levaram para um bar, onde o crime teria acontecido. De acordo com os laudos do IML (Instituto Médico Legal), o corpo de Fabrício Gomes tinha ‘traumatismo craniano’ e sinais de tortura. Por fim, Fabrício Gomes foi enterrado nesta última segunda-feira (12), em um cemitério no Jardim Ângela, zona sul da capital. E o caso segue em investigação.

