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São Paulo aposta em antídoto para intoxicação por Metanol

São Paulo aposta em antídoto para intoxicação por Metanol. Imagem: Divulgação Governo de SP

São Paulo aposta em antídoto para intoxicação por Metanol. Imagem: Divulgação Governo de SP

Os inúmeros casos de intoxicação por metanol, relatados nos últimos dias, fez o governo de São Paulo iniciar um reforço no tratamento para quem ingerir o produto nas bebidas. Para isso, a Secretaria de Estado da Saúde iniciou a distribuição de 2.000 ampolas de álcool etílico absoluto, como uma espécie de antídoto.

Segundo o governo, o destino dessas ampolas será hospitais tidos como referência no estado de São Paulo. Por exemplo, é o caso de Hospitais das Clínicas de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. Por lá, haverá ampliação desse tratamento contra a contaminação por metanol.

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Antes disso, o estado já tinha outras 500 unidades onde esse tipo de serviço ficava disponível. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, o atendimento precisa sempre ser rápido, pois, as primeiras horas após ingerir uma bebida contaminadas são fundamentais para evitar a morte.

Estado quer estoque de antídoto contra metanol

São Paulo aposta em antídoto para intoxicação por Metanol. Imagem: Divulgação Governo de SP

Na prática, a Secretaria de Saúde de São Paulo quer montar uma espécie de estoque com antídotos necessários contra a intoxicação por metanol. Com isso, irão aumentar as chances de recuperação das pessoas em caso de eventual contaminação.

Esse produto químico vem sendo encontrado principalmente em bebidas destiladas de origem duvidosa. E, com isso, ao consumir sem saber, as pessoas se contaminam.

Inclusive, há uma linha de investigação apontando que a causa da intoxicação é a forma como se higienizam as bebidas. No caso, os responsáveis pelas bebidas falsificadas limpam o recipiente com metanol, o que poderia estar ocasionando essa contaminação.

No momento, o chamado etanol farmacêutico é tido como a principal alternativa ao fomepizol. Este é a principal referência internacional, porém, ainda indisponível dentro do território brasileiro, embora a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) esteja agindo para tentar a importação.

E é uma atuação de fato como antídoto, já que impede a conversão do metanol em ácido fórmico. Esta é uma das substâncias consideradas mais perigosas em relação à contaminação do produto.

Maioria dos casos acontece em São Paulo

O foco maior da investigação contra a intoxicação por metanol está no estado de São Paulo. Por exemplo, já se notificou 53 casos na região, contra cinco em Pernambuco e uma no Distrito Federal.

Até agora, já se confirmou uma morte em São Paulo após consumo de bebida adulterada, com lado – no caso, um homem de 54 anos que morava na capital paulista. Além disso, outras cinco mortes são investigadas por suposta intoxicação por metanol.

Marcos Eduardo: Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes no jornal OVALE editor no Manezinho News. Ex-professor da rede pública em SP, hoje também é produtor de conteúdos no blog Diariosp
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