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Surfe em SP: capital ganha praia com onda artificial e mensalidade de R$ 3.300

Surfe no meio de São Paulo. Imagem: Reprodução Instagram

Surfe no meio de São Paulo. Imagem: Reprodução Instagram

Que tal pegar uma onda em pleno centro de São Paulo? Pode parecer mentira, mas praticar surfe na capital paulista, que fica há cerca de uma hora da praia, já é possível a partir desta quinta-feira (4) e ao lado da movimentada Marginal Pinheiros, um dos principais corredores viários da cidade de 11 milhões de habitantes.

No entanto, praticar o surfe no São Paulo Surf Club custa caro e será restrito a alguns privilegiados. Afinal de contas, essa praia de surfe artificial, a primeira da cidade, exige um título de sócio que custa R$ 1,25 milhão, além de uma mensalidade de R$ 3.300, ou seja, mais que o salário de muitos trabalhadores.

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Esse novo empreendimento de alto luxo fica no Real Parque, um bairro de alto padrão na região do Morumbi, zona sul de São Paulo. E em como principal atração a vista para a ponte estaiada na Marginal Pinheiros.

Piscina para surfe tem onda de 22 segundos

Surfe no meio de São Paulo. Imagem: Reprodução Instagram

Normalmente, uma onda natural tem entre 8 e 10 segundos. No entanto, na praia artificial de São Paulo, terá até 22 segundos, fazendo a alegria dos amantes do surfe.

Visualmente, o clube, que fica na Avenida Duquesa de Goiás, se assemelha a um hotel cinco estrelas.  E tem todas as características de um ambiente praiano, com direito a coqueiros e areia bem clara.

Ao menos, a água dessa praia artificial é tratada e limpa, ao contrário de muitas praias naturais. Aliás, diferente até mesmo do próprio Rio Pinheiros, que segue poluído, e passa praticamente ao lado do novo empreendimento na capital paulista.

Através de uma tecnologia específica, as ondas da praia artificial são totalmente programadas. Assim, têm sempre altura, velocidade, formato e até duração totalmente ajustadas por um botão.

Uma alegria para os amantes do surfe e, também, para quem nunca pegou uma onda. Neste segundo caso, é obrigatório fazer uma aula preparatória antes de se aventurar, como uma medida de segurança e precaução.

Piscina rasa e funda

Segundo o clube, a piscina voltada para a prática do surfe chega a ter 4 metros de profundidade em determinados trechos. No entanto, ela é rasa na maior parte e conta com um fundo de concreto. Com isso, os banhistas precisam tomar cuidado na hora do mergulho e da queda.

O funcionamento diário do espaço é das 6h às 23h, inicialmente exclusivo para os sócios. Por fim, o local ainda terá espaço para um empreendimento residencial.

No caso, é o São Paulo Surf Club Residences, que tem vista direta para as ondas e ficará pronta no primeiro semestre do ano que vem. Mas, para morar e ver a prática do surfe, o apartamento ali poderá custar cerca de R$ 36 milhões.

 

Marcos Eduardo: Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté). Também é editor de Esportes no jornal OVALE editor no Manezinho News. Ex-professor da rede pública em SP, hoje também é produtor de conteúdos no blog Diariosp
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