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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.
Em março, Bitcoin bateu máxima de R$ 356.814. Hoje? R$ 343.172.
A principal criptomoeda do mundo opera em queda de 3,15% (R$ 2.165) nas primeiras horas desta quinta-feira, 02 de abril. O movimento reflete a amplitude de R$ 15.303 registrada no período — uma oscilação de 4,46% que mostra o mercado ainda em busca de direção.
Pra ter ideia do valor: com R$ 343.172, dá pra comprar 212 salários mínimos de uma vez. Ou um apartamento de dois quartos em bairro nobre de São Paulo. Ou 32 iPhones 16 Pro Max.
O que está por trás da correção?
Acumulou.
Segundo portais especializados, o movimento reflete um ambiente global mais restritivo. A queda atual é precedida por períodos de correção intensa — padrão já visto outras vezes no mercado cripto.
O CEO da Underblock, citado pelo Valor, aponta que US$ 19 bilhões foram liquidados de uma vez em posições compradas nos mercados futuros.
A Selic está em 14.75% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 3.81%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.475,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.
Com juros brasileiros nesse patamar, o investidor pesa: Bitcoin ou renda fixa sem risco? A equação mudou.
Lei das criptos entra em vigor
E tem mais. A Lei 14.478/22 entrou em vigor recentemente, determinando diretrizes para regulamentação de criptomoedas no Brasil. O Banco Central publicou três resoluções estabelecendo regras para Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.
Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje a R$ 356.059 após alta de 2,43% — criptomoeda vale 220 salários mínimos em meio à regulação, o marco regulatório traz segurança jurídica — mas também compliance e custos operacionais para exchanges.
Resultado: mercado se ajustando às novas regras enquanto enfrenta pressão externa.
Quem ganha e quem perde com a queda
Quem estava fora comemora a oportunidade de entrada com desconto. Quem tinha posições compradas desde a máxima viu R$ 13.642 evaporarem por Bitcoin (diferença entre máxima R$ 356.814 e valor atual).
Mineradores brasileiros sentem no bolso: custo de energia continua o mesmo, mas receita em reais diminui. Do outro lado, quem recebe pagamentos em Bitcoin do exterior gasta menos reais para quitar compromissos locais.
O salário mínimo de R$ 1.621,00 compra hoje 0,00472 Bitcoin. Parece pouco? É porque o Bitcoin vale mais de 200 salários inteiros.
Stablecoins e o real digital
Curiosamente, o recuo do Bitcoin pode beneficiar stablecoins como USDT que operam no Brasil. Com maior estabilidade, atraem investidores que querem exposição ao dólar sem a volatilidade cripto.
E o Banco Central segue desenvolvendo o real digital (CBDC) como alternativa nacional às criptomoedas privadas. A regulação caminha para convivência: Bitcoin regulado, real digital oficial, mercado organizado.
Por enquanto, Bitcoin oscila entre máxima de R$ 356.814 e mínima de R$ 341.511 — uma montanha-russa de mais de R$ 15 mil em poucas horas.
O mercado nunca se recuperou totalmente das liquidações anteriores, segundo analistas. E a pergunta que não quer calar: até onde vai a correção?
Fontes:
⚠️ Aviso: Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um especialista antes de tomar decisões financeiras. Dados conforme fontes oficiais na data de publicação.
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