Bitcoin hoje opera a R$ 326.500 com queda de 0,89% — criptomoeda vale 201 salários mínimos e amplitude atinge R$ 9.689

Mercado cripto registra volatilidade de quase 3% nas últimas 24h enquanto regulação brasileira ganha força

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Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
Foto: Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Seu investimento em cripto sentiu ontem.

O Bitcoin hoje opera a R$ 326.500, registrando queda de 0,89% ou R$ 565 nas últimas 24 horas. A criptomoeda mantém o patamar elevado, equivalendo a 201 salários mínimos — mas a volatilidade chamou atenção.

Entre a máxima de R$ 333.179 e a mínima de R$ 323.490, o Bitcoin registrou amplitude de R$ 9.689, representando 2,97% de oscilação no período. Para quem negocia cripto, isso significa oportunidade — ou dor de cabeça.

Regulação pesou no mercado

O cenário brasileiro para criptomoedas mudou. A Lei 14.478/22 entrou em vigor e o Banco Central intensificou a fiscalização sobre exchanges e corretoras de ativos virtuais.

Na prática: empresas que oferecem serviços com Bitcoin só podem operar no Brasil com autorização formal do BC. Quem investe sente mais segurança, mas as plataformas P2P reclamam da burocracia aumentada.

O mercado ainda digere essas mudanças — e isso se reflete na volatilidade diária.

Quanto vale na poupança?

Com R$ 326.500 aplicados na renda fixa brasileira, um investidor receberia cerca de R$ 47.343 brutos por ano, considerando a Selic em 14,5% ao ano. Descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo, o rendimento líquido fica entre R$ 36.691 e R$ 40.241.

Ou seja: o valor de 1 Bitcoin hoje renderia quase 3 salários mínimos por mês só de juros. A questão é: vale trocar a volatilidade cripto pela previsibilidade da renda fixa?

Poder de compra do salário

Para dimensionar: com um salário mínimo de R$ 1.621, um trabalhador brasileiro conseguiria comprar apenas 0,00496 Bitcoin — menos de meio centésimo da moeda digital.

Dez anos atrás, essa conta era bem diferente. Hoje, 1 Bitcoin custa o equivalente a 16 meses e 20 dias de salário mínimo. Concentração de renda que se reflete também no mundo cripto.

Contexto internacional pesa

O mercado global de criptomoedas enfrenta pressão. Analistas apontam saída de recursos dos ETFs de Bitcoin, competição da inteligência artificial pela atenção dos investidores e dúvidas sobre grandes compradores corporativos.

No Brasil, a situação se complica com o IPCA de 4,39% pressionando decisões de investimento. Inflação controlada, mas Selic alta cria ambiente onde renda fixa compete de igual para igual com ativos de risco.

E tem mais. A regulamentação criou ambiente mais maduro para o setor, mas também afastou investidores que preferiam o “far west” anterior.

Mineração nacional

O custo energético da mineração no Brasil varia conforme a região, mas a alta do Bitcoin mantém a atividade rentável para grandes operações. Com R$ 326.500 por moeda, mineradores conseguem cobrir custos de energia e equipamentos — desde que tenham escala.

Para o pequeno minerador doméstico, a conta fica apertada. Equipamento caro, energia residencial cara, Bitcoin volátil. A equação só fecha para quem tem estrutura industrial.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje opera a R$ 326.003 com alta de 0,38% — criptomoeda vale 201 salários mínimos após amplitude de R$ 13.273, a volatilidade tem sido marca registrada dos últimos pregões.

Próximas horas: Bitcoin opera 24h, sem fechamento. A cotação pode mudar a qualquer momento, mas o patamar dos R$ 320-330 mil tem servido como referência técnica para investidores.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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