Dólar fake: Bia Miranda usava US$ 40 mil falsos para enganar fãs

Influenciadora foi alvo de operação policial que apreendeu dinheiro cenográfico usado para produzir conteúdo nas redes sociais

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Bia Miranda usava US$ 40 mil falsos para enganar seguidores
Foto: Bia Miranda usava US$ 40 mil falsos para enganar seguidores
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Clara
Clara Colunista · Online agora
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US$ 40 mil falsos. Apreendidos.

A Polícia Civil do Rio encontrou na casa de Bia Miranda uma fortuna em dólar fake — cédulas cenográficas que a influenciadora usava para gravar conteúdo e atrair apostadores para plataformas ilegais de jogos online.

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A operação aconteceu na sexta-feira (27) como parte da segunda fase da Operação Desfortuna.

O que a polícia encontrou além do dólar fake

Não foi só dinheiro cenográfico. Como detalhou Camille Barbosa, da CNN Brasil, os agentes também levaram joias, um veículo e dispositivos eletrônicos. Tudo será analisado para avançar nas investigações.

Aos policiais, Bia Miranda explicou que usava o material para “produção de conteúdos para redes sociais, com o objetivo de atrair seguidores e possíveis apostadores”.

Tem um detalhe que incomoda: segundo Eduardo Reis, do Portal Leo Dias, algumas dessas cédulas apresentavam “imagens completamente incompatíveis com moedas oficiais, como figuras ilustrativas e até mesmo a representação de um casal”.

A diferença entre falso e cenográfico que ninguém explica direito

Todo mundo fala sobre dinheiro falso versus cenográfico. Mas qual a diferença real?

O Artigo 289 do Código Penal é claro: crime acontece quando há tentativa de fazer o dinheiro ser aceito como verdadeiro. Pena: até 12 anos de prisão. A questão não é a aparência da nota — é a intenção de uso.

Na prática: usar dólar fake para gravar vídeo não é crime. Tentar pagar a conta do restaurante com ele, é.

Mas aqui fica uma pergunta que ninguém está fazendo: se o material era “obviamente cenográfico” como alega a defesa, por que a polícia se deu ao trabalho de apreender?

Os números por trás da operação

A investigação é maior que Bia Miranda. Segundo Péterson Neves, do UOL, ela está entre 15 investigados por suposto envolvimento em rifas ilegais e jogos de azar online.

Os números impressionam:

  • R$ 4 milhões movimentados por Bia em um ano
  • R$ 40 milhões movimentados pelo grupo nos últimos dois anos
  • R$ 4 bilhões em movimentações suspeitas identificadas pelo Coaf
  • R$ 250 mil pagos aos influenciadores a cada três meses

E tem mais: contratos previam ganhos extras vinculados às perdas dos apostadores — o famoso “cláusula da desgraça alheia”.

O que a defesa diz (e o que não convence)

Os advogados de Bia Miranda divulgaram nota extensa. O argumento central: “utilização de itens cenográficos é prática comum no meio digital, não configurando irregularidade”.

Verdade. Influenciadores usam cenários falsos o tempo todo.

Mas a nota omite um ponto: segundo a própria polícia, esse conteúdo nunca foi publicado pela influenciadora. Se era para produção, cadê a produção?

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bia Miranda usava US$ 40 mil falsos para enganar seguidores, a situação da influenciadora se complica quando cruzada com outras investigações em andamento.

A conta não fecha

Bia Miranda soma mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais. Influência que gera dinheiro real — muito dinheiro.

O Diário SP entende que há algo estranho nessa história toda. Se o dólar fake era só para cenário, por que R$ 4 milhões em movimentação suspeita? Se os contratos eram legítimos, por que a “cláusula da desgraça alheia”?

A Operação Desfortuna já resultou no cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão em três estados. Dez veículos apreendidos, joias, dispositivos eletrônicos.

Não parece operação para investigar problema de cenário.

O próximo capítulo sai quando os dispositivos eletrônicos forem analisados. Aí vamos saber se o dólar fake era realmente só para as câmeras.


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✦ Entretenimento — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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