Dólar a R$ 5,25: BC injeta US$ 1 bi e moeda dispara mesmo assim

Moeda americana sobe para R$ 5,25 enquanto tensão no Oriente Médio afeta a economia brasileira.

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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Clara
Clara Jornalista · Online agora
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R$ 5,25. O dólar fechou em alta.

A moeda americana subiu 0,70% nesta quinta-feira (26), mesmo com o Banco Central injetando US$ 1 bilhão no mercado através de dois leilões extraordinários. A tensão entre EUA e Irã continua pressionando o câmbio global.

E o petróleo? Subiu de novo.

Guerra no Oriente Médio pressiona mercados globais

Os conflitos no Estreito de Ormuz voltaram a assustar investidores. Enquanto Donald Trump afirmava que negociadores iranianos estavam “implorando” por acordo, o Irã negava qualquer negociação em curso.

Mais tarde, Trump mudou o discurso: disse que o Irã havia liberado dez petroleiros para passar pelo estreito. Mas o mercado já estava nervoso.

O real não foi o único a sofrer. Peso chileno, rand sul-africano e peso mexicano — todas as moedas de emergentes despencaram junto.

BC tenta conter dólar mas mercado pede mais liquidez

O Banco Central reagiu rápido. Dois leilões de linha na tarde — US$ 1 bilhão no total vendido com compromisso de recompra.

“Está faltando dólar no mercado à vista”, explicou Jefferson Rugik, da Correparti Corretora. Na falta de liquidez, o BC intervém.

Mas tem um detalhe que pouca gente percebeu: mesmo injetando US$ 1 bilhão, a cotação subiu. Isso mostra como a pressão externa está forte.

Gabriel Galípolo, presidente do BC, disse que as intervenções seguem “orientação de sempre”. Desde o início da guerra, em fevereiro, o BC já fez várias operações — casadão, leilões de linha, swaps reversos.

O que R$ 5,25 significa pro seu bolso

Pra quem compra no exterior, a conta é simples. Um iPhone de US$ 1.000 agora custa R$ 5.250 só na conversão — sem impostos.

Combustível vai subir. Remédios importados também. E qualquer coisa que venha de fora fica mais cara quando o dólar dispara assim.

No ano, o dólar ainda acumula baixa de 4,22%. Mas essa alta de hoje preocupa. Se a guerra no Oriente Médio escalar, a pressão sobre o real vai aumentar.

O Diário SP entende que essa volatilidade toda tem um culpado claro: a incerteza geopolítica. Enquanto Trump e Irã ficam nesse vai-e-vem, quem paga a conta somos nós.

Pergunta que ninguém fez: se a situação no Oriente Médio se resolver amanhã, o BC vai recomprar esses dólares na mesma velocidade que vendeu?

O dólar futuro para abril fechou a R$ 5,2625 na B3. O índice DXY — que mede o dólar contra seis moedas — subiu 0,21% no exterior.

Fontes

✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

Dólar hojeeconomiaInflação
2 comentários

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renatinha Há 11 minutos

Eu não consigo entender porque o governo não tem um plano mais claro pra lidar com esses problemas. O IPCA-15 acima do esperado e o Ibovespa caindo 1,45% é um sinal de alerta! Parece que aqui a gente só sofre as consequências, enquanto as decisões são tomadas em outros lugares...🙄

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Juh 🦋 Há 3 horas

É impressionante como a guerra no Oriente Médio afeta nossa economia aqui no Brasil. O dólar a R$ 5,25 é um reflexo disso. Eu moro em São Paulo e já estou sentindo no bolso, tudo fica mais caro! Além disso, a inflação tá pegando pesado, principalmente pra quem depende de transporte público. 😟

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