Dólar hoje estável a R$ 5,24 — Doalr hoje: mas o que isso esconde?

Moeda americana mantém patamar alto enquanto Selic bate 14,75% ao ano

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

R$ 5,24. Exatos.

Estável.

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O dólar hoje fecha sem variação neste sábado — compra e venda a R$ 5,2401. Zero movimento. Máxima e mínima iguais. Mas essa calmaria esconde turbulência à vista.

E o contexto? Complicado.

A Selic está em 14,75% ao ano — maior patamar em dois anos. O IPCA acumulado bate 3,81% em 12 meses. Matemática simples: juro real de mais de 10%. Deveria derrubar o dólar, mas não derruba.

Por que o dólar hoje não cai com juro nas alturas?

Três fatores mantêm a moeda americana firme no Brasil. Primeiro: incerteza fiscal. O mercado não engole as contas públicas. Segundo: Fed ainda hawkish nos EUA — juro americano compete com o nosso. Terceiro: exportadores segurem dólar esperando alta maior.

Resultado: R$ 5,24 virou piso, não teto.

Pra ter ideia do impacto: com R$ 1.621 do salário mínimo, o trabalhador compra apenas US$ 309. Há um ano, com dólar a R$ 4,80, comprava US$ 338. Perda de 9% no poder de compra internacional.

O iPhone 16 Pro Max que custava R$ 9.800 em janeiro está R$ 650 mais caro só pela variação cambial. A viagem de 7 dias para Orlando? R$ 2.100 mais cara por pessoa.

Quem ganha e quem perde

Exportadores comemoram. Cada real de queda na moeda brasileira vira lucro extra na soja, carne e minério. A JBS faturou R$ 43 bilhões no primeiro trimestre — dólar alto ajuda.

Do outro lado: importadores sofrem. Combustível, trigo, fertilizantes — tudo em dólar. O pão francês subiu 12% no ano. Coincidência?

Não.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Dólar a R$ 5,25: BC injeta US$ 1 bi e moeda dispara mesmo assim, nem intervenção do Banco Central segura a cotação quando o mercado decide subir.

E os investimentos? CDI a 14,75% rende mais que dólar parado — mas se a moeda disparar para R$ 5,50, quem apostou no câmbio leva a melhor. Cada US$ 1.000 comprados em janeiro vale hoje R$ 5.240. No CDI, renderiam R$ 5.180.

Diferença pequena, mas o dólar ganhou sem risco de marcação a mercado.

A questão é: até quando essa estabilidade dura? Com sol e 25°C em São Paulo, o sábado parece calmo. Mas segunda-feira traz dados do PIB americano e ata do Copom. Aí a coisa esquenta.

Cenário para próxima semana: se o Fed sinalizar mais alta nos EUA, o dólar pode furar R$ 5,30. Se o Copom mostrar divisão interna sobre juros, idem. Mercado não perdoa hesitação.

Por ora, R$ 5,24 é o novo normal. Não gosta? Vai ter que conviver.


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

câmbioCotaçãodólareconomia
2 comentários

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Fer 🌸 Há 2 horas

gente, o que mais me chama atenção é como um iPhone 16 Pro Max ficou R$ 650 mais caro só por causa do dólar! 😳 Como o povo vai conseguir comprar? Sem contar que a viagem pra Orlando ficou mto mais cara! O que fizeram com a nossa economia?

💬 Responder
bruno_dev Há 4 horas

é impressionante como o dólar se mantém a R$ 5,24 mesmo com a Selic a 14,75%. A gente espera que o câmbio caia, mas a incerteza fiscal tá pesando. O que será que vai acontecer com os preços dos produtos importados? Só vejo as coisas subindo...

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