Dólar hoje opera a R$ 4,9576 com baixíssima variação — iPhone 16 Pro Max custaria R$ 10.405 só no câmbio

Moeda americana registra estabilidade no pregão desta segunda-feira enquanto Selic permanece em 14,5% ao ano

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

O BC injetou liquidez no mercado. Mesmo assim, o dólar não saiu do lugar.

A moeda americana opera a R$ 4,9576 nesta segunda-feira, 04 de maio, registrando baixíssima variação no período medido. É o tipo de pregão que frustra tanto quem torce pela alta quanto pela baixa — mercado sem direção definida.

R$ 10.405 por um iPhone

Quer entender o que significa esse valor? Um iPhone 16 Pro Max que custa US$ 2.100 nos Estados Unidos sairia por R$ 10.405 só na conversão cambial — fora impostos, frete e margem do importador. Na prática, chega nas lojas por volta de R$ 15 mil.

Pra quem ganha salário mínimo de R$ 1.621, isso representa 327 dólares de poder de compra. Traduzindo: mal dá pra comprar um iPad básico lá fora.

Selic segura o câmbio?

A Selic está em 14,5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4,14%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Juros altos teoricamente deveriam segurar o dólar. Mas o câmbio não obedece só matemática — tem psicologia, geopolítica e especulação no meio.

E tem mais.

O cenário externo pesa. Conflitos internacionais mantêm investidores cautelosos com emergentes. O Brasil vira válvula de escape quando sobra dinheiro, mas é o primeiro a ser abandonado quando aperta.

Quem ganha, quem perde

Dólar estável na casa dos R$ 4,95 não emociona ninguém, mas tem seus efeitos:

GANHA: Setor agro comemora. Soja, milho e carne bovina exportadas rendem mais reais. Frigoríficos e tradings agrícolas mantêm margens gordas.

PERDE: Indústria que depende de insumos importados. Fertilizantes, componentes eletrônicos, medicamentos — tudo custa caro em reais. O consumidor final paga a conta.

Turismo internacional? Esqueça. Uma semana em Miami com US$ 2.000 de orçamento vira R$ 9.915 só no câmbio. Some hospedagem, alimentação e compras — fácil R$ 20 mil por pessoa.

Próximas horas

Mercado opera sem catalisador único. Não tem dado relevante hoje, não tem fala de autoridade programada. O dólar deve seguir na faixa atual até surgir algum fator novo.

A tendência é acompanhar o humor externo. Se Nova York abrir em alta, pode puxar o real pra baixo. Se abrir em baixa, pode dar uma segurada no dólar.

Como mostrou Dabliu Mendes no artigo anterior sobre dólar, a moeda tem oscilado pouco nos últimos pregões — reflexo de mercado indeciso entre pressões domésticas e externas.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada há 4 dias, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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