Dólar hoje opera a R$ 5,0401 nesta segunda-feira com baixíssima variação — moeda trava enquanto Selic fica em 14,5%

Cotação permanece estável no primeiro pregão de junho; iPhone 16 Pro Max custa R$ 50.401 só no câmbio

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

O mercado injetou US$ 1 bilhão. Mesmo assim, o dólar hoje não mexeu um centavo.

A moeda americana opera a R$ 5,0401 nesta segunda-feira (01/06/2026), registrando baixíssima variação no período medido. É o primeiro pregão de junho e a cotação trava — máxima e mínima idênticas em R$ 5,0401. Amplitude zero. Tipo máquina quebrada.

R$ 50.401 por iPhone

Com o dólar nesse patamar, um iPhone 16 Pro Max de US$ 1.000 custa R$ 5.040,10 só de câmbio — fora impostos. PS5? R$ 2.520,05 se fosse US$ 500 lá fora.

Quem tem salário mínimo de R$ 1.621,00 compra exatos 321 dólares hoje. Dá pra que? Pra um AirPods Pro, se bobear.

Selic alta demais

A Selic está em 14.5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4.39%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

É isso aí: render 14,5% com inflação de 4,39% dá uns 10% reais. Não é bolsa, mas também não é poupança de 6%.

O agronegócio comemora. Soja exportada a US$ 400 a tonelada vira R$ 2.016,04 por tonelada. Margem boa pra quem planta. Quem importa fertilizante que se vire — cada dólar de insumo custa cinco reais.

Quem ganha, quem perde

Ganha: exportador de minério, carne, soja. O dólar alto favorece quem vende pro exterior.

Perde: quem planeja Disney World. Uma semana em Orlando com US$ 2.000 de orçamento? R$ 10.080,20 só de câmbio. Sem contar hotel, passagem, ingresso.

A indústria nacional também sofre. Máquina importada, componente eletrônico, tudo em dólar. Cada 10 centavos de alta no câmbio aumenta o custo final do produto brasileiro.

Turista brasileiro em Miami faz as contas: almoço de US$ 25 vira R$ 126,00. Não é mais aquela pechincha de 2019.

Mercado sem direção

Por que a moeda travou? O mercado opera sem um catalisador único nesta segunda-feira. Sem dados macroeconômicos relevantes, sem declaração bombástica de político, sem crise geopolítica.

É aquele dia que o câmbio fica no piloto automático. Compra e venda se equilibram, preço não sai do lugar.

O cenário permanece: Selic alta segura a inflação, mas encarece o crédito. Dólar estável beneficia o planejamento empresarial — ninguém gosta de cotação montanha-russa.

Para os próximos pregões? Difícil cravar. Sem agenda econômica pesada esta semana, a tendência é manter o patamar atual. Salvo alguma surpresa externa.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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