Dólar hoje trava em R$ 5,0108 no fim de semana — Selic em 14,5% enquanto moeda americana não reage

Mercado de câmbio fechado neste domingo mantém cotação do último pregão sem variação registrada

28 14 3 min de leitura
Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

O Banco Central injetou liquidez no mercado. A Selic está em 14,5%. Mesmo assim, o dólar hoje permanece travado em R$ 5,0108.

Sem variação registrada no último pregão — mercados de câmbio não operam aos domingos — a moeda americana mantém o mesmo patamar da sexta-feira. Amplitude de zero centavos no período medido.

Traduzindo pro bolso: com essa cotação, um iPhone 16 Pro Max de US$ 2.100 custaria R$ 10.522,68 só de câmbio, fora impostos. O salário mínimo de R$ 1.621 compra apenas 323 dólares — menos de uma passagem pra Miami.

Por que o dólar não reagiu aos juros altos?

A Selic está em 14.5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4.39%. Diferencial de juros real de mais de 10 pontos percentuais deveria atrair capital estrangeiro e pressionar o dólar pra baixo.

Não aconteceu.

O mercado opera sem um catalisador único. Conflitos geopolíticos, cenário externo indefinido e fluxo de turistas brasileiros no exterior mantêm a demanda por dólares equilibrada com a oferta.

Quem ganha e quem perde com dólar a R$ 5,01

Setor agro comemora. Saca de soja a US$ 12 vira R$ 60,13 pro produtor. Exportador de minério de ferro fatura em real valorizado. Frigorífico que manda carne pro mundo ganha margem.

Do outro lado: importador de trigo paga R$ 5,01 por cada dólar de custo. Indústria que depende de componentes eletrônicos sente no caixa. Família que planeja Disney em julho já faz as contas: US$ 5.000 de orçamento custam R$ 25.054.

Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo. Rendimento que não compensa a exposição cambial pra quem pensa em investir no exterior.

Salário mínimo compra cada vez menos dólares

Conta simples: R$ 1.621 ÷ R$ 5,0108 = 323 dólares. É o que o trabalhador brasileiro consegue com um mês de trabalho no salário mínimo.

Pra comparar: uma semana em Orlando pra casal com dois filhos sai por volta de US$ 3.000 (hospedagem, ingressos, alimentação básica). Seriam R$ 15.032 só no câmbio — quase 10 salários mínimos.

A cesta básica também sofre. Trigo importado, fertilizantes em dólar, combustível atrelado ao petróleo internacional. Tudo repassa pro consumidor final quando o dólar não cede.

E agora?

Próxima sessão na segunda-feira pode trazer novidade — ou não. Mercado sem agenda relevante no Brasil, Fed americano em compasso de espera, cenário externo nebuloso.

A tendência de curto prazo depende mais de fatores externos que internos. Juros altos no Brasil deveriam fazer diferença, mas o câmbio tem vida própria quando o humor global azeda.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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