Flávio Bolsonaro encosta em Lula e polarização se acirra para 2026

Em um cenário acirrado para o segundo turno, Flávio Bolsonaro supera Lula por margem mínima, revelando a volatilidade do cenário político atual.

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Lula (Fonte CanvaReprodução)
Foto: Lula (Fonte CanvaReprodução)
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Clara
Clara Jornalista · Online agora
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Empate técnico. E tensão no ar.

A mais nova pesquisa AtlasIntel mostra Flávio Bolsonaro com 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula em simulação de segundo turno para 2026. A diferença de apenas 1 ponto percentual deixa os dois empatados dentro da margem de erro.

Cresceu.

O senador do PL subiu de 46,3% em fevereiro para os atuais 47,6% — um salto que coloca o filho do ex-presidente como principal rival do petista. Lula oscilou pouco: de 46,2% para 46,6%.

O mapa eleitoral já está desenhado

O Diário SP analisou os dados demográficos da pesquisa. E o cenário é cristalino.

Lula domina entre mulheres (54,1%), no Nordeste (57,3%) e entre católicos (54,2%). Perde feio no Centro-Oeste, onde tem apenas 31,4%.

Flávio vai melhor entre homens (44,7%) e arrasa entre evangélicos: 65,4% contra míseros 14% de Lula nesse segmento. Nas classes de renda mais baixa — até R$ 2 mil — também leva vantagem: 46,1% a 44,8%.

Mas tem um detalhe que chama atenção: Renan Santos, do Missão, surge com 24,7% entre jovens de 16 a 24 anos. Quase empatando com Lula (28,6%) nessa faixa.

Outros cenários confirmam polarização acirrada

A pesquisa testou outros nomes do campo bolsonarista. Tarcísio de Freitas aparece com 47,2% contra 46,6% de Lula — diferença ainda menor.

Michelle Bolsonaro? 47% a 46,8%. Margem microscópica.

E Jair Bolsonaro — cenário improvável por estar preso — teria 47,4% ante 46,6% do presidente.

Todos os cenários mostram a mesma coisa: o país rachado ao meio.

Aprovação de Lula despenca

Os números de aprovação do governo explicam parte dessa disputa apertada. 53,5% desaprovam a gestão Lula, contra 45,9% que aprovam.

Na avaliação geral: 49,8% consideram o governo ruim ou péssimo. Apenas 40,6% dizem ótimo ou bom.

O Diário SP entende que esses dados revelam um cenário preocupante para a democracia brasileira. Com polarização extrema, margem de erro microscópica e rejeições altas dos dois lados — Lula com 52% e Flávio com 46,1% —, o país caminha para mais quatro anos de divisão profunda.

A pergunta que ninguém está fazendo é simples: quanto mais polarização o Brasil aguenta?

O instituto AtlasIntel ouviu 5.028 pessoas entre 18 e 23 de março. Margem de erro de 1 ponto percentual e confiança de 95%.

✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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2 comentários

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felipee Há 15 minutos

Legal ver como Flávio tá se destacando, mas não podemos esquecer que Lula ainda domina entre as mulheres e no Nordeste. A pesquisa mostra que a briga vai ser acirrada. Será que Renan dos jovens vai crescer ainda mais? Isso sim é um ponto interessante!

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Gabi Há 2 horas

Esses números mostram como a polarização tá feia, né? 47,6% pra Flávio é um salto e tanto! Se continuar assim, vamos ter um segundo turno bem tenso. E essa diferença de apenas 1 ponto percentual é preocupante. O que será que vai acontecer até 2026?

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