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Invasões domiciliares com execução viram padrão criminal em MT — 4 casos em 3 semanas mostram escalada

Criminosos encapuzados invadem casas para executar vítimas em Nova Mutum, Nova Maringá e outras cidades

Dabliu Mendes
NotíciasColunista
01 abr 2026 · 12h47Atualizado 3 horas
15 14 4 min
Invasões domiciliares com execução viram padrão criminal em MT — 4 casos em 3 semanas mostram escalada

Quatro contra uma. Encapuzados. Armas de fogo. A invasão domiciliar com execução virou método preferido do crime organizado em Mato Grosso.

Na madrugada desta quarta-feira (1º), por volta das 00h30, uma mulher foi baleada durante invasão à sua residência no bairro Edelmina Querubim Marchetti, em Nova Mutum. Como apurou NORTAO MT, do Nortaomt, quatro homens encapuzados invadiram a casa e efetuaram cerca de quatro disparos.

O caso apresenta características idênticas a outros três registrados nas últimas três semanas no estado. Em Nova Maringá, Valquiria Aparecida de Lima Sobral, de 43 anos, foi executada em 17 de março após invasão por homem encapuzado que entrou pelos fundos da casa.

Por que o mesmo método se repete? A resposta está na eficácia: invasão domiciliar pega a vítima desprevenida, sem possibilidade de fuga. Os criminosos chegam em grupos, usam motocicletas para fuga rápida e escolhem horários de menor movimento.

Segundo dados do IBGE (2025), Nova Mutum tem população estimada de 63.455 habitantes, enquanto Nova Maringá conta com 5.705 moradores. Cidades menores, onde todo mundo se conhece — mas onde o crime organizado encontrou terreno fértil.

A vítima de Nova Mutum conseguiu acionar o 190 após ser atingida. Relatou aos policiais que o crime pode estar relacionado a conflitos envolvendo tráfico de drogas, com possível ligação dos autores a facção criminosa. Os suspeitos fugiram usando veículo e motocicleta — ação previamente planejada.

Em Manaus, o padrão se repete com requintes de crueldade. Como detalhou Ive Rylo, do G1, dois homens com capacetes invadiram casa no bairro Petrópolis e executaram jovem de 18 anos na frente do filho de 2 anos. A irmã, de 21, foi baleada mas sobreviveu.

No Paraná, Susana Ferreira Correia, grávida de quatro meses, foi baleada na cabeça durante invasão em Ponta Grossa. Morreu dois dias depois. Segundo Mariana Galvão Noronha, do G1, dois homens invadiram o imóvel quando o marido havia saído.

A escalada não para. No Rio de Janeiro, Marli Macedo dos Santos, de 60 anos, foi mantida refém e executada com tiro na cabeça durante invasão no Complexo da Pedreira.

De acordo com C, da CBN, criminosos do Comando Vermelho invadiram a casa durante fuga de confronto com o Terceiro Comando Puro.

[Análise do ▷ Diário SP] — O padrão é claro demais para ser coincidência. Invasão domiciliar com execução virou protocolo do crime organizado porque funciona: vítima isolada, sem testemunhas, sem chance de defesa. É a covardia elevada ao método.

Este trecho reflete a interpretação editorial da redação.

O caso mais chocante aconteceu em Itinga do Maranhão. Lívia Pereira da Silva, de 18 anos, foi executada após fazer gestos associados a facção durante live nas redes sociais. Segundo reportagem do G1, dois adolescentes invadiram a casa minutos depois da transmissão e efetuaram vários disparos.

A pergunta que ninguém quer fazer: quantas famílias vão dormir com medo hoje? O crime organizado transformou a casa — último refúgio de segurança — em campo de batalha. E as autoridades seguem reagindo caso a caso, sem estratégia para quebrar o padrão.

Em Nova Mutum, a polícia constatou sinais de arrombamento e presença de câmeras de segurança. As imagens poderão auxiliar na identificação dos suspeitos. Mas os autores já fugiram — como sempre acontece nesse tipo de crime planejado.

Dabliu Mendes mostrou no ▷ Diário SP que Nova Mutum registrou outro caso de violência extrema: jovem de 19 anos encontrado morto com mãos amarradas.

A cidade de 63 mil habitantes vive escalada de criminalidade que contrasta com investimentos em segurança, como o sistema de monitoramento que cobriu assentamento local.

A investigação do caso desta madrugada ficará a cargo da Polícia Civil, que deve analisar as imagens das câmeras e aprofundar apurações sobre a motivação. Até o momento, nenhum autor foi localizado.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, acesse sua página de artigos.

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