Bitcoin hoje a R$ 391.106 com queda de 0,07% — regulação cripto no Brasil não sustenta preço da criptomoeda

Criptomoeda vale 241 salários mínimos mesmo com marco legal em vigor no país

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Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
Foto: Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Bitcoin hoje recua.

A criptomoeda mais famosa do mundo cotada a R$ 391.106 no momento da coleta, registrando baixa de 0,07% ou R$ 53 nas últimas 24 horas. Mesmo com a regulamentação das criptomoedas em vigor no Brasil, o ativo digital não conseguiu sustentar estabilidade.

A amplitude do período mostra volatilidade controlada: máxima de R$ 395.641 e mínima de R$ 387.420. Diferença de R$ 8.221 entre os extremos — variação de 2,1% que demonstra o caráter 24/7 do mercado cripto.

Por que a regulação não segurou o preço?

O marco legal das criptomoedas entrou em vigor recentemente no país, mas o Bitcoin opera sem fronteiras. A queda atual reflete movimentos globais que superam qualquer regulamentação local — por mais estruturada que seja.

Portais especializados apontam tensões geopolíticas e receios de manipulação como catalisadores da baixa no mercado cripto mais amplo. O Brasil pode ter dado segurança jurídica, mas não controla o humor dos investidores internacionais.

Quanto vale um Bitcoin em salários mínimos?

Com o valor atual de R$ 391.106 e salário mínimo de R$ 1.621,00, uma unidade de Bitcoin equivale hoje a 241 salários mínimos.

Pra ter ideia do poder de compra: esse valor compraria um apartamento de dois quartos em cidades do interior paulista. Ou bancaria a faculdade completa de medicina em universidade particular — com sobra.

Mas nem sempre foi assim. Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje a R$ 389.637 com alta de 0,44% — vale 240 salários mínimos no fim de semana cripto, a oscilação entre 239 e 242 salários mínimos acontece quase diariamente.

Renda fixa ainda rende mais que cripto?

A Selic está em 14.75% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4.14%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.475,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Já quem apostou no Bitcoin? Depende de quando entrou. A volatilidade de 2,1% em 24 horas pode significar ganho ou perda equivalente a meses de rendimento da poupança.

O jogo é outro.

Quem ganha e quem perde

Com Bitcoin em baixa, mineradores brasileiros sentem o aperto. Custo de energia elétrica no país não perdoa — especialmente com a conta de luz pesada que todo mundo conhece.

Do outro lado, quem planejava entrar no mercado cripto pode aproveitar o momento. R$ 391.106 ainda é muito dinheiro, mas menos que os R$ 395.641 da máxima recente.

Exchanges brasileiras, essas sim, comemoram a regulamentação independente da cotação. Segurança jurídica vale mais que oscilação diária de preço.

E agora?

Bitcoin opera 24 horas por dia, 7 dias por semana. Diferente do dólar, que tem horário comercial, a criptomoeda não para nunca.

A regulamentação brasileira trouxe civilidade ao setor, mas não eliminou a natureza volátil do ativo. R$ 391.106 hoje pode ser R$ 420.000 amanhã. Ou R$ 360.000.

É o preço da liberdade financeira — se é que podemos chamar assim.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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