Bitcoin hoje vale R$ 324.008 com alta de 0,78% — criptomoeda oscilou R$ 5.903 em 24 horas e vale 200 salários mínimos

Amplitude de quase R$ 6 mil mostra volatilidade típica da moeda digital brasileira

27 15 3 min de leitura
Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
Foto: Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Mais de R$ 320 mil.

O Bitcoin hoje opera a R$ 324.008, com alta de 0,78% (+R$ 492) no último pregão. A moeda digital vale exatamente 199,9 salários mínimos — quase duzentos — e mostrou sua característica volatilidade ao oscilar R$ 5.903 nas últimas 24 horas.

Pra ter dimensão: quem comprou no pico de R$ 327.122 e vendeu na mínima de R$ 321.219 perdeu quase seis mil reais por Bitcoin. Em questão de horas.

R$ 324 mil vale quanto na prática?

Com 1 Bitcoin a esse preço, dá pra comprar 30 iPhones 16 Pro Max (uns R$ 10.500 cada) ou então 77 PlayStation 5 (cerca de R$ 4.200 cada). Ou simplesmente guardar na poupança e receber R$ 26.334 por ano — bruto, sem desconto de IR.

A Selic está em 14,5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4,72%.

Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Por que o Bitcoin oscila tanto?

Diferente do dólar — que tem Banco Central regulando —, o Bitcoin opera 24 horas por dia, 7 dias por semana. Sem freios. Sem intervenção. O preço muda conforme oferta e demanda pura.

A amplitude de 1,82% registrada mostra exatamente isso: em poucas horas, a moeda saiu de R$ 321 mil e chegou a R$ 327 mil. Uma oscilação que, no mercado tradicional, seria considerada extrema.

E tem mais. O mercado cripto brasileiro ganhou novo fôlego com a análise de Dabliu Mendes sobre a alta de 2,78% registrada anteontem, quando o Bitcoin chegou a valer 201 salários mínimos.

Quem ganha e quem perde com R$ 324 mil

Mineradores comemoram. Com o Bitcoin nesse patamar, a atividade de mineração — que consome energia elétrica pra validar transações — fica mais rentável. No Brasil, onde temos energia hidrelétrica barata em algumas regiões, isso faz diferença.

Já quem usa Bitcoin pra remessas internacionais sente o peso. Mandar US$ 1.000 pros Estados Unidos via Bitcoin significa desembolsar o equivalente a R$ 5.200 só na moeda — fora as taxas da corretora.

Os ETFs de Bitcoin também sentem. Com a criptomoeda em alta, fundos que replicam seu desempenho no Brasil ficam mais caros pros investidores pessoa física.

Regulação avança no Congresso

Enquanto o preço oscila, Brasília trabalha. O deputado Jonas Donizette (PSB-SP) apresentou um projeto de lei que amplia a fiscalização do Banco Central sobre corretoras de criptomoedas.

A Lei 14.478/22 — que regulamenta o setor de ativos virtuais — já está em vigor. Agora, o BC quer mais controle sobre quem opera essas moedas no país. Isso pode trazer estabilidade, mas também mais burocracia.

Vale a pena comprar Bitcoin a R$ 324 mil?

Depende do seu perfil. Com o salário mínimo a R$ 1.621, você precisaria trabalhar quase 17 anos — guardando 100% do salário — pra comprar 1 Bitcoin inteiro.

A matemática é cruel: R$ 324.008 ÷ R$ 1.621 = 199,9 salários mínimos.

Por outro lado, quem comprou Bitcoin há alguns anos — quando custava menos de R$ 50 mil — está comemorando. O problema é que ninguém tem bola de cristal pra saber se vai subir ou descer nos próximos meses.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje opera a R$ 315.975 com queda de 2,72% — criptomoeda vale 195 salários mínimos após alta volatilidade, a oscilação é a única certeza nesse mercado.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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