Dólar hoje a R$ 5,1589 no último pregão com variação mínima registrada — salário mínimo compra 314 dólares

Moeda americana mantém estabilidade no fechamento de sexta-feira enquanto mercado aguarda nova semana

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

O Banco Central injetou US$ 1 bilhão no mercado. Mesmo assim, o dólar não se mexeu.

A moeda americana fechou o último pregão cotada exatamente a R$ 5,1589 — tanto para compra quanto para venda. A variação registrada no período foi praticamente nula, com o câmbio operando sem pressões significativas de alta ou baixa.

Pra ter uma ideia do que isso significa: quem tem o salário mínimo de R$ 1.621,00 consegue comprar hoje exatos 314 dólares americanos. É dinheiro pra uma semana básica em Miami — só o câmbio, sem contar hospedagem, alimentação e os impostos que vêm por cima.

Mercado parado.

A estabilidade chama atenção especialmente porque os mercados internacionais andam instáveis. Guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, mas aqui o câmbio travou nos cinco reais e quinze centavos.

Um iPhone 16 Pro Max de US$ 10.500 custa hoje R$ 54.168,45 só no câmbio — fora os 60% de imposto de importação que vem depois. É o equivalente a 33 salários mínimos inteiros. Quem compra parcelado no cartão sente cada centavo da cotação.

A Selic está em 14.75% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 3.81%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.475,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Dois lados da moeda — literalmente.

Dólar estável é bom pra quem importa, compra online no AliExpress ou planeja viagem internacional. Uma família de quatro pessoas gastando US$ 200 por dia em Orlando desembolsa R$ 1.031,78 diários só no câmbio.

Mas quem exporta soja, minério de ferro ou carne bovina não comemora. O agronegócio brasileiro vende em dólar e recebe em real — cotação parada significa receita parada também.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Euro hoje a R$ 5,9501 registra baixíssima variação no último pregão — viagem para Europa custa R$ 595 por dia só no câmbio, o movimento de estabilidade não se limita ao dólar americano.

O que vem por aí? Difícil cravar. Copom cortou a Selic recentemente, mas o mercado ainda digere os efeitos da decisão. Sem catalisador externo forte, a tendência é o câmbio continuar nessa faixa dos R$ 5,15.

Próxima semana promete mais do mesmo — a não ser que algum evento geopolítico ou decisão do Federal Reserve mude o jogo. Por enquanto, quem precisa de dólares pode planejar com a cotação atual. Quem exporta, vai ter que esperar.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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