Dólar hoje fecha a R$ 5,0122 no último pregão — mercado sem direção enquanto Selic permanece em 14,5%

Cotação registra estabilidade técnica em fim de semana com amplitude zero no período medido

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Mercado parado. O dólar fechou a última sessão em R$ 5,0122 — exatos R$ 5,01 na cotação comercial.

A amplitude do período foi de R$ 0,0000, registrando baixíssima variação no momento medido. Máxima e mínima colaram no mesmo valor: R$ 5,0122. O tipo de sessão que nem quem opera câmbio prestou muita atenção.

Dólar a R$ 5,01 e o impacto no bolso

Com a cotação atual, um iPhone 16 Pro Max de US$ 1.000 custa R$ 5.012 só no câmbio — fora impostos, que dobram essa conta fácil.

Quem tem R$ 1.621 de salário mínimo consegue comprar 323 dólares no mercado oficial. Pra ter ideia: uma diária de hotel básico em Miami (US$ 120) consome mais de um terço do salário só na conversão.

E tem mais. Uma viagem de uma semana pra Orlando — US$ 1.500 de gastos básicos — sai R$ 7.518 só no câmbio. Sem contar passagem, que também é cotada em dólar.

Selic em 14,5% versus dólar estável

A Selic está em 14,5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4,39%.

Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Resultado prático: juro alto no Brasil deveria atrair dólar, mas o câmbio ficou grudado. O mercado opera sem um catalisador único no momento.

Quem ganha e quem perde com R$ 5,01

Exportador de soja comemora calado. R$ 5,01 por dólar significa que cada tonelada vendida a US$ 400 rende R$ 2.005 na conversão. O agronegócio tem margem pra respirar.

Do outro lado, quem importa peça de carro faz conta triste. Um alternador de US$ 200 custa R$ 1.002 antes de entrar no Brasil — e ainda vem ICMS, IPI e PIS-Cofins por cima.

A indústria que depende de matéria-prima estrangeira sente no caixa. Fertilizante, componente eletrônico, químico básico — tudo fica 0,12% mais caro com cada centavo que o dólar sobe.

Simulação prática: R$ 5.000 em investimento

Com R$ 5.000 hoje, dá pra comprar 997 dólares. Guardando esse valor na Selic por um ano, rendem R$ 725 brutos.

Mas cuidado: vem IR de 15% a 22,5% dependendo do prazo. Líquido mesmo, sobram uns R$ 580.

Enquanto isso, se o dólar subir pra R$ 5,20 no mesmo período, quem ficou com os 997 dólares na gaveta tem R$ 5.184 — ganho de R$ 184 sem juro nenhum.

Como mostrou Dabliu Mendes ontem no ▷ Diário SP, a cotação vem oscilando em faixa estreita há dias.

Próximo pregão só na segunda-feira. Fim de semana é hora de fazer conta, não de operar câmbio.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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