Dólar hoje fecha último pregão de maio a R$ 5,0470 — moeda trava sem mexer enquanto Selic fica em 14,5%

Câmbio encerra mês estável após semana sem grandes movimentos no mercado

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Mexeu. Nada.

O dólar hoje fechou o último pregão de maio exatamente onde estava: R$ 5,0470. Zero variação registrada na sessão de sexta-feira — tipo aqueles dias que o mercado resolve tirar uma soneca antes do fim de semana.

Um iPhone de mil dólares custa R$ 5.047 só de câmbio

Pra ter ideia do que esses R$ 5,0470 significam no bolso: um produto que custa US$ 1.000 nos Estados Unidos sai por R$ 5.047 só na conversão da moeda — fora impostos, frete e margem do importador que vão dobrar esse valor na prática.

iPhone 16 Pro Max? R$ 10.500 na Apple Brasil. PlayStation 5? Uns R$ 4.200. Com o salário mínimo de R$ 1.621, dá pra comprar exatos 321 dólares. Nem um iPhone básico.

O que o BC não está dizendo?

A Selic está em 14,5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4,39%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Juro real de uns 10% ao ano. Isso deveria atrair dólar pra cá que nem mel atrai abelha, mas o mercado tá na dele — sem pressa, sem catalisador único movendo a coisa.

Conflitos internacionais andam dando as cartas no humor dos investidores, segundo os portais de economia. Guerra na Ucrânia de um lado, tensões no Oriente Médio do outro. O dólar vira refúgio quando o mundo esquenta.

Quem ganha e quem perde com dólar a R$ 5,04

Setor agro tá numa boa. Soja, milho, carne — tudo que o Brasil vende lá fora rende mais real por cada dólar recebido. O produtor de Mato Grosso não tá reclamando não.

Do outro lado: quem importa coisa eletrônica, remédio, equipamento médico. Até o trigo da farinha de pão passa pelo dólar — inflação disfarçada que chega depois no supermercado.

Turista brasileiro? Esquece Miami por enquanto. Uma semana em Orlando com US$ 2.000 de gastos custa R$ 10.094 só de câmbio. Fora hospedagem, passagem e o que mais vier.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Dólar hoje opera a R$ 5,0537 nesta sexta-feira sem variação — moeda trava enquanto Selic permanece em 14,5%, essa estabilidade não é novidade. Mercado meio sonolento há dias.

Maio acabou — e agora?

Maio termina com o dólar praticamente no mesmo lugar onde começou o mês. Sem grandes sustos, sem grandes alegrias. Meio termo que não deixa ninguém muito feliz, mas também não quebra o esquema de ninguém.

Próxima semana o mercado volta com dados novos, cenário externo que pode esquentar ou esfriar — e o eterno vai-e-vem da moeda americana que todo mundo ama odiar mas ninguém consegue ignorar.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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