Dólar hoje trava em R$ 5,0964 no último pregão — moeda congela sem variação enquanto Selic de 14,5% supera inflação de 4,72%

Câmbio registrou amplitude zero na última sessão, mantendo poder de compra estável para importados e viagens

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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Clara Colunista · Online agora
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Entre quinta e sexta, o dólar não mexeu um centavo. Literalmente.

A moeda americana encerrou o último pregão em R$ 5,0964 — exatamente o mesmo valor da abertura, máxima e mínima do período. Amplitude de zero real, zero centavo. O tipo de estabilidade que faz cambista reclamar e turista respirar aliviado.

Dólar a R$ 5,0964 e o impacto no bolso

Com o câmbio atual, um iPhone 16 Pro Max de US$ 1.199 custa R$ 6.111 só de conversão — fora impostos que podem dobrar esse valor. Quem planeja viagem para Orlando precisa de R$ 5.096 pra cada mil dólares trocados.

O salário mínimo de R$ 1.621 compra hoje 318 dólares. Não é generoso, mas também não é o pior cenário já visto no país.

Pra quem importa, a estabilidade ajuda no planejamento. Pra quem exporta soja ou minério, o dólar parado significa previsibilidade — mesmo que não seja o patamar ideal pros produtores.

Selic de 14,5% rende mais que a inflação

A Selic está em 14.5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4.72%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Na prática? Investimento em reais ainda compensa mais que ficar em dólar parado. A diferença entre juros e inflação está em quase 10 pontos percentuais — uma margem confortável pra quem não quer se aventurar no câmbio.

Mas tem o outro lado da moeda.

Setor agro comemora baixinho com dólar acima de R$ 5. Soja, milho e carne bovina rendem mais quando vendidos lá fora. O problema é a conta de combustível e fertilizantes — que também sobem junto.

Mercado sem catalisador único

Por que o dólar travou? Não tem um motivo claro. Mercado opera sem catalisador específico — nem notícia muito boa, nem muito ruim movimentando as pontas.

Segundo portais de economia, o ambiente mostra “alívio geopolítico” e “menor aversão a risco”, mas isso é conversa técnica pra dizer: investidor não está nem comprando nem vendendo com força.

O movimento pode mudar na próxima semana, especialmente se aparecerem dados novos de inflação americana ou decisões de política monetária que afetem o fluxo de dólares.

Fim de semana de planejamento

Com o câmbio em R$ 5,0964, dá pra fazer as contas sem pressa. Uma viagem de R$ 15 mil para família de quatro pessoas em Miami sai por cerca de R$ 76.446 só na conversão — lembrando que hotéis, restaurantes e compras vão por cima disso.

Pra quem compra online, um PlayStation 5 de US$ 499 fica R$ 2.543 antes de frete e impostos. Um MacBook Air de US$ 999 converte pra R$ 5.091.

E quem manda remessa pro exterior? Cada R$ 1.000 enviados viram US$ 196,21 na conta do destinatário.

A semana que vem promete mais do mesmo se não aparecer fato novo. Dólar estável pode ser chato pra trader, mas é bom pra quem precisa planejar gastos em moeda americana.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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