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Tenente-Coronel Neto, marido de Gisele, fez vídeo com arma na cabeça

Marcos Eduardo
Notícias Colunista
25 fev 2026 · 13h23 Atualizado 5 dias
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Foto: Caso Gisele: 24 laudos apontam Geraldo Neto culpado pelo crime. IImagem: Reprodução
Clara Jornalista · Online agora

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Marido de Gisele Alves Santana, 32, encontrada morta em casa no dia 18 de fevereiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, da PM (Polícia Militar), gravou um vídeo antes da tragédia. Na oportunidade, o oficial aparece com uma arma apontada contra a própria cabeça.

Isso aconteceu porque a esposa teria pedido a separação. Neste vídeo, o marido de Gisele não dizia nada, mas tremia a boca e tentava conter o choro, em um gestual onde parecia querer tirar a própria vida.

Esse vídeo surgiu nesta semana, dias após a morte da policial militar. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas agora é tratado como morte suspeita, embora o tenente-coronel ainda não seja investigado.

Tenente-coronel estava em casa na hora do crime

Tenente-Coronel Neto, marido de Gisele, fez vídeo com arma na cabeça. Imagem: Redes sociais

No dia da morte de Gisele, o tenente-coronel Neto estava com ela no apartamento onde moravam, no Brás, região central de São Paulo. Em depoimento, ele diz que estava no banho quando ouviu um barulho e achou que fosse porta batendo.

Contudo, ao chegar no quarto, viu a esposa caída no chão e cheio de sangue. De acordo com as investigações, a arma que atingiu a PM era do marido, que ainda a socorreu, chamou um helicóptero Águia e a levou para um hospital.

Ainda em depoimento, o tenente-coronel disse que havia proposto o divórcio à esposa, mas ela teria reagido mal. E isso teria gerado todas as consequências.

Agora, Gisele Alves deixa uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Ela também tinha sido convocada para trabalhar no Tribunal de Justiça e estava, ao menos no lado profissional, animada.

Mas, a vida afetiva com o marido estava abalada e os dois viviam brigando, segundo relatos de familiares dela. Inclusive, a mãe da PM, Marinalva Vieira, afirmou em depoimento que a filha estava em um ‘relacionamento abusivo’.

PM pediu ajuda ao pai

Alguns dias antes de morrer, Gisele Alves havia pedido ao pai para ir busca-la no apartamento. Isso poque não estaria mais aguentando conviver com o tenente-coronel.

Inclusive, a filha dela não queria ficar no apartamento por conta do ambiente conturbando. No depoimento, a mãe da policial disse que o marido até a proibia de usar batom e sapato alto e que era uma pessoa muito ciumenta.

Enfim, o caso de Gisele, que ainda está em investigação, reascende a discussão sobre os cuidados com a saúde mental. Caso esteja passando por dificuldades, poderá procurar ajuda com voluntários do CVV (Centro de Valorização da Vida), de forma anônima, pelo telefone 188. Outras informações no site www.cvv.org.br.

CVV Gisele morte PM tenente-coronel
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