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O tenente-coronel da PM (Polícia Militar) Geraldo Rosa Neto, investigado por feminicídio contra a esposa, Gisele Alves Santana, foi preso na manhã desta quarta-feira (18). De acordo com as primeiras informações, do portal Vale 360 News, a ação aconteceu por volta das 8h15, em São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba.
A morte de Gisele Alves Santana aconteceu no dia 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no bairro do Brás, em São Paulo. No entanto, o oficial da PM tem um imóvel na cidade do Vale do Paraíba, próximo ao batalhão da Polícia Militar, onde atuou há alguns anos.
Nas últimas semanas, Geraldo Neto estava afastado do trabalho e recluso na residência. E, no último domingo (15), deu entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da Record, onde se disse inocente e garantiu que a esposa tinha se matado. Nesta terça-feira (17), foi solicitada à Justiça a decretação da prisão do policial, com aval do Ministério Público de São Paulo. Além disso, a Corregedoria da PM também pediu a prisão, que foi acolhida pela Justiça Militar. Isso por conta dos indícios da Polícia Técnica.
Gisele Alves Santana foi vítima de feminicídio, diz investigação

A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo aponta indícios de feminicídio. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado e, depois, passou a ser investigado como morte suspeita. Mas, com o avanço do caso, passou a ser tratado como feminicídio consumado.
A PM Gisele morreu com um tiro na cabeça, no quarto e o marido, que dizia estar no banho, primeiro acionou um desembargador, amigo pessoal. Depois, chamou o socorro ao apartamento, que já a encontrou sem vida. Porém, divergências da cena do crime e do depoimento dele levaram a investigação a pedir a prisão.
Aos 53 anos, Geraldo Neto tem 35 anos de atuação na Polícia Militar e ficou cerca de dois anos casados com Gisele, de 32 anos. Ela inclusive deixou uma filha de 7 anos, fruto do primeiro casamento.
Desde a morte da policial, a família da vítima sempre rejeitou a possibilidade de suicídio. Em depoimento, a mãe dela disse que a filha vivia um relacionamento tóxico e onde o marido era muito ciumento, não a deixando nem usar batom ou salto alto.
Na entrevista à Record, Geraldo Neto negou todas as acusações e disse que amava a esposa. Mas admitiu que viviam crise no relacionamento, vinham dormindo em quartos separados e que pretendia se divorciar dela.
Filha não queria mais ficar com eles
Nas últimas semanas de vida de Gisele Alves Santana, a filha de 7 anos disse aos avós, segundo depoimento, que não queria mais ficar no apartamento. Segundo os familiares da PM, a menina dizia que a mãe estaria sofrendo muito com o ‘tio Neto’. Inclusive, a própria Gisele teria pedido ajuda ao pai para encontrar um apartamento perto da casa dele e se mudar.
Nesses últimos dias, a defesa de Gisele Alves Santana acusou Geraldo Neto de ser o autor do crime. E a defesa dele, que ainda não se manifestou nesta quarta, sempre negou também o crime e disse que aguardava de forma serena as investigações. Nesta quarta, ainda não se manifestou sobre a prisão.
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