Bitcoin hoje a R$ 345.075 em baixa de 0,07% — vale 213 salários mínimos com regulação cripto em vigor

Criptomoeda opera em território negativo nas últimas 24 horas enquanto BC fiscaliza exchanges brasileiras

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Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
Foto: Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
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Clara Colunista · Online agora
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

“Esta faltando liquidez no mercado cripto”, disse analista. E o cenário brasileiro mudou.

Bitcoin hoje opera a R$ 345.075 com baixa de 0,07% — uma queda de apenas R$ 48 nas últimas 24 horas. Pouco, mas suficiente pra manter a criptomoeda no vermelho.

Acumulou.

A amplitude do período foi de R$ 4.314 — máxima bateu R$ 348.185 e mínima grudou nos R$ 343.871. Variação de 1,25% que mostra o Bitcoin ainda nervoso, mas sem desespero.

O que mudou no Brasil cripto?

A Lei 14.478/22 entrou em vigor e agora o Banco Central fiscaliza exchanges que operam no país. Na prática: só empresa autorizada pelo BC pode oferecer serviços com criptomoedas.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje a R$ 345.612 com alta de 0,13% — criptomoeda vale 213 salários mínimos em meio à regulação no Brasil, o marco regulatório legitima o setor — mas também aumenta compliance.

Resultado? Exchanges menores saíram do mercado. As que ficaram têm que reportar operações ao BC mensalmente.

Vale quantos salários mínimos?

Com R$ 345.075, um Bitcoin equivale a 213 salários mínimos de R$ 1.621,00. Ou seja: quem recebe salário mínimo precisaria de 17 anos e 9 meses — sem gastar um centavo — pra comprar 1 BTC inteiro.

Impossível? Nem tanto.

A estratégia virou fracionamento. Com R$ 162 — 10% do salário mínimo — dá pra comprar 0,00047 BTC. Em 10 anos comprando essa fração mensalmente, acumula 0,056 BTC. Se o preço não subir nem cair (cenário irreal), seriam R$ 19.324.

O que o BC não está dizendo?

A Selic está em 14,75% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 3,81%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.475 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Traduzindo: renda fixa rende 10,94% líquido ao ano (considerando IR de 15%). Bitcoin? Impossível prever. Pode render 300% ou perder 50% no mesmo período.

É o dilema do investidor brasileiro: segurança da Selic ou volatilidade do cripto. Não tem meio termo — cada real investido em Bitcoin é um real que não está rendendo 10,94% garantido.

O futuro do Bitcoin no Brasil passa por regulação mais clara, adoção institucional e — principalmente — educação financeira. Mercado de R$ 345 mil por moeda não é brincadeira.

A criptomoeda testa resistência psicológica dos R$ 345 mil. Se furar pra baixo, próximo suporte nos R$ 340 mil. Se subir, teto nos R$ 350 mil já testado outras vezes.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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