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São José dos Campos (SP), terça-feira, 24 de março de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) se manifestou pela primeira vez sobre o caso Gisele. Nesta terça-feira (24), ele falou sobre a morte da PM Gisele Alves Santana no dia 18 de fevereiro, onde o marido dela, o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, é acusado pelo crime.
Desde o dia 18 de março, ou seja, um mês depois do crime, ele está preso, em importante desfecho do caso Gisele. E o governador do estado, em conversa com os jornalistas, foi explícito ao defender punição rigorosa ao oficial da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo ele, a punição tem que ser ‘dura’, e ainda disse lamentar muito a morte da policial de 32 anos, que deixou uma filha de 7 anos. A fala aconteceu durante evento justamente voltado para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
Caso Gisele não ficará em vão, diz governador

Ainda na conversa com os jornalistas, o governador de São Paulo disse que o caso Gisele não vai terminar em vão. E defendeu que haja uma punição dura para o responsável, o tenente-coronel de 53 anos.
“A melhor resposta que a gente pode dar para o caso da PM Gisele, que a gente lamenta muito, como a gente lamenta cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça, vai ser julgado e a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei, que é assim que a gente vai começar a combater essa sensação de impunidade”
Atualmente, Geraldo Neto está no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. E aguarda o julgamento na prisão, já que não conseguiu o Habeas corpus.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado e, depois, passou para morte suspeita. Mas, com o andar das investigações, depoimentos e demais provas, se tornou uma suspeita de feminicídio.
Então, a Justiça pediu a prisão de Geraldo Neto, que pediu afastamento da função logo depois da morte de Gisele. Em depoimento e, também, em entrevista à TV Record, Geraldo Rosa Neto sempre negou que tenha matado a esposa e sempre sustentou que houve suicídio.
Morte aconteceu no apartamento do casal
O caso Gisele começou no apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, em São Paulo. Na oportunidade, o tenente-coronel alegou que estava no banho, quando ouviu um barulho. E, ao chegar ao quarto, a encontrou com um tiro na cabeça, do lado direito.
Porém, antes de acionar o socorro, o tenente-coronel ligou para um amigo, que é desembargador. Depois de quase 30 minutos, o socorro chegou e a PM já estava sem vida.
Em depoimentos à polícia, a mãe de Gisele Alves disse que eles viviam um relacionamento tóxico e abusivo. E que a filha queria já o divórcio. Depois, a Polícia Civil encontrou mensagens trocadas entre o casal no WhatsApp, onde a policial reclama de ter levado um tapa na cara do marido.
Agora, o caso segue analisado pela Justiça e poderá ir a julgamento por feminicídio. A prisão de Geraldo Neto aconteceu em São José dos Campos, onde ele tem um apartamento desde os tempos em que atuava na polícia local.
Por fim, a manifestação pública do governador Tarcísio de Freitas é mais um episódio do caso Gisele. Esse crime vem rendendo muita repercussão na internet e nas redes sociais.


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