Dólar hoje trava em R$ 5,0141 sem movimento — mercado espera sinais enquanto Selic permanece em 14,5%

Moeda americana registra baixíssima variação no pregão desta segunda-feira; iPhone custa R$ 5.014 só no câmbio

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Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
Foto: Neto de Jânio Quadros se envolve em briga e se diz vítima de golpe. Imagem: Pixabay
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

Mercado parado. Dólar grudou nos R$ 5,0141.

A moeda americana registra baixíssima variação no pregão desta segunda-feira (25/05/2026), operando praticamente sem movimento desde a abertura às 9h. Amplitude zero entre máxima e mínima — coisa rara de se ver no câmbio brasileiro, que costuma oscilar mesmo nos dias mais calmos.

Traduzindo em miúdos: quem quer comprar 1.000 dólares hoje paga exatos R$ 5.014,10. Um iPhone 16 Pro Max de US$ 1.200 custa R$ 6.017 só no câmbio, fora impostos e margens do importador.

Salário mínimo vs dólar: quantos dólares dá pra comprar?

Com o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o dólar a R$ 5,0141, o trabalhador brasileiro consegue comprar 323 dólares com um mês inteiro de trabalho. Não sobra nem pra uma passagem de ida pra Miami — que gira em torno de US$ 400-500 na classe econômica.

Pra quem planeja aquela viagem dos sonhos: uma semana em Orlando pra família de quatro pessoas custa cerca de US$ 4.000 (hotel básico, alimentação e ingressos). No câmbio de hoje, isso equivale a R$ 20.056 — mais de 12 salários mínimos só pra diversão.

E tem mais.

Selic vs dólar: onde rende mais?

A Selic está em 14.5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4.39%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

Mas atenção: guardar dólares também tem custo. IOF de 1,1% pra pessoa física, mais spread bancário de 3% a 4% na conversão. Ou seja, só pra entrar e sair do dólar, você já perde uns 5% do montante.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria sobre o comportamento do dólar no fim de semana, a moeda vem operando em patamar técnico sem grandes catalisadores externos.

Quem ganha e quem perde com dólar estável

Setor agro comemora em silêncio. Soja, milho e carne bovina — principais commodities brasileiras — mantêm competitividade no mercado internacional. Produtor que exporta recebe em dólar e gasta em real: margem preservada.

Do outro lado da moeda: importador de eletrônicos, autopeças e medicamentos não tem alívio. Aquela placa de vídeo de US$ 800 continua custando R$ 4.011 só no câmbio — antes de somar os 60% de impostos federais.

Turista brasileiro? Sem mudança no cenário. Euro ainda bate R$ 5,50, libra esterlina passa de R$ 6,30. Europa continua cara, Estados Unidos idem.

O mercado opera sem um catalisador único nesta segunda-feira. Nem euforia, nem pânico — apenas o movimento técnico de sempre, com operadores aguardando sinais mais claros do cenário doméstico e internacional.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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