Fale comigo que explico 💬
São José dos Campos, segunda-feira, 23 de março de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O tenente-coronel da PM (Polícia Militar), Geraldo Neto, 53 anos, preso no último dia 18 em São José dos Campos, está no presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Ele, acusado de matar a esposa, a também PM Gisele Alves Santana, 32 anos, reiterou em interrogatório que é inocente e que ela se matou.
Ainda no interrogatório, Geraldo Neto disse que ainda não acredita o que aconteceu com Gisele. E cita a religião como alicerce para esse momento em que diz estar sofrendo.
“Até agora eu não consigo acreditar, doutor. Faço minhas orações todo dia e eu falo com Deus. Como uma pessoa saudável, jovem, com a vida inteira pela frente, bonita, sem nenhum defeito físico, até hoje eu não acredito como ela fez isso”
Geraldo Neto: confira as contradições dele no interrogatório

Durante o interrogatório à polícia, Geraldo Neto teve algumas contradições. Uma delas foi sobre o uso da cueca na saída do banho, ao dizer que ouviu o barulho do tiro, no dia 18 de fevereiro.
Na oportunidade, o tenente-coronel diz que, no desespero, não colocou as roupas íntimas e já vestiu o calção por cima. No entanto, em vídeo que foi divulgado no SBT News, ele aparece de calção e de cueca. Em outras imagens de segurança do prédio, ele está de bermuda e com a cueca, da marca zorba e visível.
Outra contradição é sobre o chuveiro da casa, onde ele diz ter deixado ligado para ir socorrer a esposa. No entanto, os socorristas que chegaram mais tarde, disseram que o mesmo já estava desligado, algo que o tenente-coronel rebate.
Ainda no interrogatório, Geraldo Neto disse que, um dia antes da morte da esposa, eles lembraram dos bons momentos, se emocionaram e choraram. Em seguida, teriam tido uma relação sexu@l ali mesmo.
Porém, em depoimento anterior, ele mesmo disse que há meses não se relacionava com a esposa. E que, inclusive, estavam dormindo em quartos separados.
Por fim, embora ele sustente que a esposa se matou, o caso é tratado como feminicídio. Inicialmente, foi tratado como suicídio consumado e, depois, morte suspeita.
Mas, com os laudos da perícia, se constatou que ela foi morta com um tiro na cabeça. Inclusive, a arma usada era do tenente-coronel. E, no IML, se constatou que ela tinha marcas de força no pescoço e na boca.
Depois, a defesa de Geraldo Neta disse estar ‘estarrecida’ com a prisão. E sustenta a inocência do cliente.
Família de Gisele sempre contestou suicídio
Mãe de uma menina de 7 anos, fruto de um casamento anterior, Gisele Alves jamais teria se matado. Isso é o que a mãe dela sustentou no primeiro depoimento, quando o caso passou a ser investigado como morte suspeita.
Além disso, a família da policial disse que Gisele vivia uma relação tóxica com o marido. E mensagens de celular trocada entre eles mostra uma em que a esposa dizia ter levado um tapa na cara no dia anterior.
Em entrevista à TV Record antes de ser preso, Geraldo Neto disse que jamais bateu na esposa. E ainda afirmou que nunca a proibiu de usar batom e salto alto, conforme acusação da família.
Casal vivia em apartamento alugado
O casal Geraldo Neto e Gisele Alves vivia em apartamento alugado no bairro do Brás, em São Paulo. Eles eram casados há mais de dois anos, mas estavam em processo de pedir separação.
Em outra contradição do tenente-coronel, ele diz que pediu a separação, mas em mensagens analisadas no WhatsApp, aponta que ela é quem queria se separar do marido, por conta da relação abusiva.
Inclusive, a filha de Gisele não queria mais ficar no apartamento com eles, por conta de ver a ‘mãe sofrendo’, segundo depoimento da mãe da PM. Agora, Geraldo Neto, que tem 35 anos de PM, está afastado, por iniciativa própria, após a morte da esposa. E aguarda pelo futuro e de um provável julgamento por feminicídio e fraude processual. Ele estava em um apartamento que tem em São José dos Campos, onde morava, no dia em que foi preso, em 18 de março.


Participe da discussão sobre esta matéria. Sua opinião é importante.
Eu moro em São José dos Campos e conheço bem essa história. Não consigo entender como o Geraldo Neto ainda possa afirmar que a Gisele se suicidou. Ela tinha apenas 32 anos e uma vida pela frente. A família dela sempre contestou essa versão, e eu concordo com eles. Viu-se claramente a contradição nas declarações dele. É hora de justiça! 😡