Um motociclista de 52 anos perdeu a vida de forma trágica em São Paulo neste domingo (19), após um motorista alcoolizado, de 29 anos, invadir a contramão e o atropelar. O caso aconteceu na estrada do M’Boi Mirim, no Jardim Ângela, região sul da capital paulista.
De acordo com informações da polícia e de imagens registradas por câmeras de segurança, o motorista tentou ultrapassar outro, invadiu a pista contrária e acertou Edvaldo Barbosa de Oliveira. Assim, tanto ele quanto a moto foram arremessados para a calçada, o que acabou sendo fatal.
Inicialmente, o Corpo de Bombeiros ainda tentou resgatar a vítima. No entanto, Edvaldo sofreu uma parada cardíaca e não foi possível reanima-lo no local.
Motorista pegou carro da funilaria sem autorização

Ainda segundo as informações apuradas, o motorista, identificado como Anísio Tadeu Vitoriano da Silva, de 29 anos, fugiu a pé após o acidente. Isso porque o carro, um Jeep Renegade, teve o eixo dianteiro esquerdo danificado e o carro não pôde mais sair do lugar. Por enquanto, a polícia ainda não prendeu o motorista.
Além disso, a parte mais surreal da história é que o Renegade não era de Anísio Tadeu, mas sim do cliente de uma oficina de funilaria. E ele trabalhava como ajudante no estabelecimento, de onde pegou o carro sem autorização do dono.
Depois, também se constatou que Anísio estava com sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida. E a defesa dele ainda não se manifestou sobre o assunto. Até agora, ninguém da funilaria também se manifestou sobre o ocorrido e o nome do estabelecimento também não foi informado. Assim que isso acontecer, a matéria será devidamente atualizada.
Já Edvaldo, que não tinha nada a ver com a história, estava no lugar errado e na hora errada. E, enquanto voltava do trabalho para casa, acabou vítima de mais uma ação inconsequente no trânsito paulistano.
Passageiro diz que motorista tinha bebido
O motorista do Renegade fugiu a pé, mas o passageiro que estava com ele no carro permaneceu no local. Então, acabou servindo como testemunha para os policiais. Durante depoimento, o homem disse que conheceu esse motorista algumas horas antes, em uma adega. Na oportunidade, ambos haviam consumido bebida alcoólica.
Assim, a testemunha disse também que apenas havia pedido uma carona até um determinado trecho, em um ponto de ônibus. Mas, não imaginava que teria esse desfecho trágico.
Agora, o motorista, que estava alcoolizado, poderá ser processado por homicídio e embriaguez ao volante. Já Edvaldo não terá uma segunda chance









