A PM Gisele Santana, 32 anos, morreu no mesmo dia em que seria promovida. No último dia 18 de fevereiro, ela foi encontrada pelo marido no quarto do apartamento, em São Paulo, caída com a arma na mão e marca de tiro na cabeça.
Naquele mesmo dia, o nome da PM Gisele Santana havia sido publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo. E ela seria promovida e trabalharia no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), com um acréscimo de aproximadamente 30% no salário.
No entanto, a vida da policial foi interrompida de forma violenta. Inicialmente investigado como suicídio consumado, o caso passou a ser investigado como morte suspeita e, agora, como feminicídio. Na prática, é quando a morte acontece pelo simples fato de ser mulher.
PM Gisele Santana deixa filha de 7 anos

Além de ser promovida no dia em que morreu, a PM Gisele Santana deixou algo ainda mais valioso: uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. No entanto, a família da policial, em depoimento à polícia, disse que a menina não queria mais ficar no apartamento.
Inclusive, um dia antes, foi dormir na casa dos avós. Isso por conta da relação conturbada com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Rosa Neto, 53 anos, que agora também é investigado pelo crime.
No entanto, o oficial nega o crime, reafirma o suicídio e diz que está colaborando com a Justiça. Na semana passada, o corpo da esposa passou por exumação, onde ficou descartado o suicídio.
De acordo com o exame da perícia, o tiro atingiu o lado direito da cabeça dela. Além disso, tinha marcas de lesão no pescoço e rosto, como se tivesse sido apartado. Em entrevista à TV Record, Geraldo Neto atribui a lesão ao fato de Gisele pegar a menina no colo sempre.
Marido teve acesso proibido no condomínio
Desde o dia 27 de fevereiro, a investigação da PM Gisele Santana corre em segredo de Justiça. E o marido está proibido de acessar o apartamento onde o casal vivia, para não atrapalhar ainda mais a cena do crime.
No dia da morte, o tenente-coronel disse que estava tomando banho, ouviu o barulho um minuto depois e foi ao quarto. Lá, encontrou a esposa ensanguentada e alega que chamou o socorro. Mas, diversas divergências no depoimento dele e das testemunhas fez com que o caso fosse tratado como feminicídio. E a família da PM Gisele Santana cobra por justiça.







