Três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das principais facções criminosas do país, foram presos na manhã desta terça-feira (13), acusados de serem mandantes da morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista, Ruy Ferraz Fontes. Esse crime aconteceu em Praia Grande, na Baixada Santista, em setembro de 2025.
Até então, oito envolvidos no crime já estavam denunciados. Agora, com cinco mandados de prisão expedidos nesta terça, outros três foram detidos, todos eles com suposta ligação ao PCC.
Desta vez, ação em Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na capital, foram presos Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC; Fernando Alberto Teixeira, vulgo Azul ou Careca e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho. Por enquanto, as defesas dos suspeitos não se manifestaram.
Membros do PCC agiram de forma organizada

Ainda de acordo com as investigações da Polícia Civil, os três membros do PCC presos nesta terça agiram de forma totalmente organizada. Além disso, cada um deles teria uma tarefa clara e definida, tudo para planejar a morte do ex-delegado-geral.
Na oportunidade, Ruy Ferraz, já aposentado atuava como secretário de administração na prefeitura de Praia Grande. Antes, dizia temer pela sua segurança, já que não tinha mais a proteção total do estado e estaria ‘jurado de morte’ pela facção criminosa.
Para chegar aos criminosos, a investigação também foi detalhada e minuciosa. Por exemplo, colheram impressões digitais nos veículos utilizados no crime e, também, conversas arquivadas em celulares e outros aparelhos.
Isso sem contar que houve uma movimentação financeira suspeita entre eles. Depois, também descobriram endereços dos suspeitos, onde há possibilidade de que tivessem guardado armas e outros itens da facção criminosa.
Além disso, a execução do ex-delegado-geral aconteceu a mando do chamo ‘alto escalão’ do PCC. Isso de acordo com denúncia que o MPSP (Ministério Público de São Paulo) apresentou em novembro.
Ex-delegado indiciou cúpula da facção criminosa
Em 2006, quando atuava como delegado, Ruy Ferraz foi o responsável por denunciar toda a cúpula do PCC. Nas mãos dele, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, acabou isolado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), de segurança máxima.
Inclusive, foi isso que motivou o juramento de morte do delegado, que depois ainda trabalhou entre 2019 e 2022 no governo do estado, no mandato de João Doria (PSDB). Pelo menos desde 2019, já havia a determinação por parte do PCC da morte de Ruy Ferraz. Apesar disso, ele não andava de carro blindado e nem tinha segurança reforçada nos últimos anos, o que acabou com a execução no dia 15 de setembro.









