Uma ação realizada entre o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a PF (Polícia Federal) prendeu ao menos quatro agentes da Polícia Civil paulista de forma preventiva. Essa missão aconteceu na manhã desta quinta-feira (5), na capital paulista e faz parte da operação que investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
Ainda nesta quinta, outros agentes da Polícia Civil ainda poderão ser presos. Isso porque a Justiça autorizou um total de 11 mandados de prisão preventiva contra agentes.
Além disso, são mais 25 mandados de busca e apreensão, com bloqueio de bens e valores de todos os investigados. Nesta operação, a Justiça também expediu seis intimações para medidas cautelares, que servem como alternativas para prisões.
Polícia Civil tem diversos alvos

Essa ação contra agentes da Polícia Civil tem diversos alvos e, por isso, acontece em diversos pontos da cidade de São Paulo. Inclusive, entre os quatro presos, estaria um delegado, de nome ainda não revelado pelo MPSP e pela Polícia Federal.
Mas, o esquema de corrupção envolvia outros grupos, como advogados, doleiros e, também, operadores financeiros. Assim, conseguiam agir sempre de forma organizada e bem estruturada para cometer os crimes.
Nos casos, se aproveitavam da parceria par conseguir obter vantagens ilegais sem responsabilizar criminalmente os demais envolvidos. Assim, conseguiam faturar dinheiros e enriquecer de forma ilícita sem que fossem flagrados.
Porém, a ‘casa caiu’ nesta quinta-feira e diversos deles foram presos. Há algum tempo, o MPSP já vinha monitorando e preparando a ação para desmantelar essa quadrilha que envolve vários setores, tanto do setor público quanto do setor privado.
Entre os crimes, os investigados pagavam propinas para agentes públicos, como no caso da Polícia Civil, e ainda faziam fraudes processuais. Assim, manipulavam investigações e protegiam os membros da organização, o que garantia a continuidade da prática. Por exemplo, há casos de pagamento em dinheiro transformado em vale-refeição para ‘lavar’ o valor ilícito.
Agentes destruíam provas contra eles, diz MP
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braço do Ministério Público, alguns agentes da Polícia Civil chegaram a destruir provas em inquéritos.
Consequentemente, conseguiam eliminar evidências e, segundo os promotores, dificultavam as investigações. Por fim, há caso de que agentes da Polícia Civil chegaram a pedir R$ 5 milhões para que determinados inquéritos não tivessem prosseguimento. Apesar da operação desta quinta, as investigações continuam. E tanto os agentes da Polícia Civil quanto dos demais setores que são alvo da ação poderão sofrer outras penalizações.







